A série documental Andar na Pedra – A História do Raimundos, que está disponível via Globoplay, tem cinco episódios nos quais aborda o efeito do sucesso e dinheiro e as brigas no Raimundos. O trabalho teve a direção de Daniel Ferro, profissional que criou obras como Do Underground ao Emo, Rock Estrada e Tudo pela Música: Os 20 Anos da Deck.
Andar na Pedra – A História do Raimundos, cujo título teve origem na faixa de abertura do quarto álbum do grupo, Lapadas do Povo, de 1997, se aprofunda no universo da banda, em especial na repentina e traumática saída do vocalista Rodolfo Abrantes, em 2001.
Em bate-papo com o pessoal do canal Lado A Podcast, Digão, líder e guitarrista do grupo brasiliense, teceu alguns comentários sobre o trabalho.
“O documentário, tecnicamente, eu achei muito bom”, começou o músico. “Realmente foi muito bem feito! O Daniel fez um trabalho primoroso. Mas na parte histórica da coisa, eu achei que ficou faltando coisas, peças importantes, então, ele acaba ficando um pouco parcial”.
“No final das contas, acho que foi bom para o Raimundos, para mim e para todo mundo. Quem me conhece sabe, quem conhece a história mesmo. Foram cinco episódios, né? O sexto está rolando aqui e daqui pra frente”, acrescentou.
“Quando fui fazer o documentário, eu não fui para atacar ninguém”, pontuou. “Eu poderia ter falado muita coisa de cada um ali, o lado ruim de cada um. E eles resolveram falar… Cada um fala o que tem no coração. A gente está vivendo um dos melhores momentos do Raimundos, principalmente de relacionamento”.
“O Raimundos sempre foi uma banda meio se bicando. Naquela época o bullying era… A gente era moleque, e todo mundo ali aprontou – todo mundo foi legal e todo mundo foi ruim. Mas, como eu disse, o documentário foi mais parcial, mas tudo bem”, completou o guitarrista.
Via: Rockbizz
