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AC/DC leva 200 mil fãs à loucura em três noites mágicas em São Paulo

3 horas ago


O ano de 2026 trouxe de volta ao nosso país uma das maiores e mais importantes bandas de rock de todos os tempos. Passando pela quarta vez pelo Brasil, este ano a tour contou com mais shows. A última vez por aqui foi em 2009 em apresentação única, contudo, desta vez, o grupo veio para três espetáculos lotados com ingressos que evaporaram em poucas horas.

A expectativa era grande e São Paulo foi tomada por fãs de todos os cantos no Brasil. Eu, sendo de Porto Alegre, cruzei o aeroporto de Congonhas em quatro dias diferentes para acompanhar os shows e pude constatar com meus próprios olhos a invasão que a cidade recebeu de fãs.

Uma das bandas mais idolatradas da história do rock, o AC/DC enfrentou diversas situações desde 2009. A morte do guitarrista Malcolm Young, Brian Johnson ficando sem voz e mudanças no lineup da cozinha rolaram ao longo dos anos. Mas enquanto Angus Young e Brian Johnson estiverem no palco, sabemos o que esperar.

Mesmo com idades avançadas e precisando de pausas a cada show para recuperação física, os caras prepararam um setlist bem ensaiado para a tour, mantendo um certo script no palco, o que pouco importa para quem está lá com a oportunidade de ver as verdadeiras lendas tocarem ao vivo os clássicos de mais de cinquenta anos de carreira. Já aos mais aficionados como eu, ver não era suficiente, precisava rever e rever.

Como abertura, o The Pretty Reckless trouxe um rock com riffs pesados e algumas pontas de hardcore e metal. Com Taylor Momsen a sua frente, a ex-atriz surpreendeu bastante com uma voz afinadíssima e vocais rasgados que lembram o de Brody Dale do The Distillers.

Com muita simpatia, ela interagiu com o público com falas em português, chamou as mulheres para acompanharem e deixou um gostinho de quero mais com faixas grudentas como Witches Burn, Make me Wanna Die e Take me Down.

Às 21h finalmente o reencontro acontecia. O AC/DC pisava em um palco brasileiro pela quarta tour de sua história e para delírio do seu público.

If You Want Blood (You Got It) abriu os trabalhos seguido do clássico Back In Black. Brian com seus 78 anos correndo e se esforçando para a plenos pulmões cantar cada linha. Angus com seus 70 anos parece que tem 30 novamente, correndo e pulando durante a festa rock. O tempo parece ter parado nesse momento. Stevie Young, o sobrinho de Angus e Malcolm, ocupa com muita responsabilidade o local deixado pelo tio, Malcolm.

Com um repertório recheado de hits, o público não teve motivos para ficar parado. Canções como Thunderstruck, Highway to Hell, Dirty Deeds Done Dirt Cheap fizeram o Morumbis tremer. Seja na pista ou nas arquibancadas, a galera reagia mandando de volta para o palco a energia, retribuindo a dedicação dos músicos. Uma surpresa chegou com a presença de Jailbreak, eles não tocavam a canção ao vivo há décadas.

Outro destaque foi o bom uso dos telões ao longo dos concertos, sendo temáticos a cada música e dando uma imersão maior ainda no show.

Em Whole Lotta Rosie, lá estava a imparável Rosie. Em High Voltage, o telão estava carregado da energia e com seus choques. Para Thunderstruck eram trovões e para Highway to Hell muito fogo para esquentar ainda mais o clima de festa. Toda a produção foi pensada para que os fãs vivessem os shows da melhor forma.

Em Let There Be Rock, Young deu o seu show particular. Quase 20 minutos de interação e de solo sem parar! Ele tem energia de causar inveja aos mais jovens que precisam encontrar disposição similar para não ficar para trás.

O bis veio com a poderosa TNT, outra faixa que fez o estádio estremecer! O AC/DC finalizou as noites com a tradicional For Those About to Rock (We Salute You), com direito a muitos fogos de artificio.

Foram três noites mágicas, históricas e que, muito provavelmente, marcaram a despedida oficial do grupo no Brasil. Com shows históricos no Rock In Rio de 85, turnês em 96 e em 2009, os shows de 2026 fecharam com chave de ouro a relação do AC/DC com os fãs brasileiros de todas as gerações.



Via: RockBizz