Em uma nova entrevista ao The Guardian, Alanis Morissette falou sobre a parte mais difícil de sua ascensão repentina à fama aos 21 anos.
Com o lançamento de Jagged Little Pill, o influente álbum de 1995 que a impulsionou ao sucesso, a cantora admitiu que foi uma “época difícil” para uma jovem mulher na indústria.
“Não havia ninguém atrás de quem se esconder”, compartilhou Morissette. “O que eu descobri em termos do adorável patriarcado foi que, naquela época, se os homens não pudessem transar, eles não sabiam o que fazer comigo”.
Morissette já havia lançado dois álbuns antes de Jagged Little Pill, mas foi seu terceiro álbum que lhe rendeu grande aclamação, juntamente com quatro Grammys. Mas a cantora enfrentou dificuldades mesmo assim, observando que se identifica como “altamente sensível” e empática, o que complicou seu lugar na indústria musical. Ela acrescentou que o momento de sua fama e a cultura hipersexualizadora de mulheres dos anos 90 só pioraram esse sentimento.
“Tenho uma tendência ansiosa e depressiva. Aqueles que são sensíveis são muito mais suscetíveis às informações que os cercam”, disse ela. “Se você coloca uma pessoa altamente sensível em um ambiente onde ela é intimidada ou reduzida, ela basicamente vai querer se matar. É o pior. Se você coloca uma pessoa altamente sensível em um ambiente onde ela é apoiada, defendida e ouvida, ela prospera”.
Quanto aos seus colegas, Morissette observou que pareciam “seguros em sua voz alta, à la Courtney Love. Isso parecia ser valorizado. Eu pensei: ‘Ok, vou fingir ser extrovertida pelos próximos 25 anos’. Então, tequila – qualquer coisa que me permitisse ser a alma da festa – ou, se eu estivesse dando uma palestra, Xanax. Qualquer coisa que me ajudasse a fingir que não sou eu”.
Via: RockBizz
