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Alice Cooper não aprova o uso de IA para fazer música: “Não tem coração e emoção”

22 horas ago


A polêmica inteligência artificial (IA) está mais do que presente em nosso cotidiano, indo da otimização de procedimentos nas empresas até às áreas de educação, ensino, segurança e saúde. E é óbvio que o universo musical e criativo também iriam receber o “bedelho” dessa tecnologia.

Algumas pessoas, no entanto, não gostam da presença desta tecnologia no campo musical. Em entrevista ao programa Trunk Nation With Eddie Trunk, Alice Cooper comentou que não aprova o uso de IA para fazer música. De acordo com o mestre do shock rock, som feito por tal tecnologia “não tem coração e emoção”.

“Bem, o negócio é o seguinte. Eu poderia agora mesmo criar uma estrela do rock. Poderia criar um Yungblud, um cara atraente, roqueiro, durão, com uma aparência legal. Poderia criar um cara chamado Starboy ou qualquer outro nome, e fazê-lo parecer incrível.

Ele não existe de verdade. Eu poderia dizer para a IA: “Quero que ele soe como Tom Petty e Freddie Mercury. E aqui está o tema do álbum. Escreva as músicas’. Agora você tem uma estrela do rock que não existe e um álbum que não existe, exceto neste mundo.

E o que acontece se ele vender? Quem fica com o dinheiro? A IA escreveu as músicas. Esse cara não teve nada a ver com a criação das músicas. Então, quem vai receber esse dinheiro? Eles têm que pagar a IA? Isso vai acontecer. Você vai ver isso acontecer, porque o cara que acabou de sugerir o que deveria ser não escreveu as músicas”.

Alice acrescentou: “Se eu pudesse pedir para escreverem uma música sobre Eddie Trunk entrando para os Rolling Stones, eles escreveriam uma ótima música, exceto por um detalhe. O único detalhe que eles não conseguem fazer as pessoas se apaixonarem.

Músicas por IA não têm emoção, não têm sentimento, não têm alma, e é aí que morrem. Não vem de raiz interna, de nenhum coração, de nenhuma experiência. Bem, eu não sei o que vai acontecer com a música”.



Via: Rockbizz