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Andreas Kisser conta que a irmã de Lô Borges não aguentou a desafinação do Sepultura e teve que intervir

2 horas ago


O Sepultura é um dos principais nomes do thrash/death metal! A música e as apresentações do quarteto brasileiro são conhecidas pela brutalidade e complexidade técnica. Mas tais atributos não foram conquistados da noite para o dia, foi preciso um bocado de trabalho e, evidentemente, muitos shows de qualidade duvidosa, para dizer o mínimo.

Como o começo da banda foi bem difícil por questões técnicas, instrumental e prática, os caras demoraram um certo tempo para entrar no caminho profissional e começar agregar apoiadores ao projeto.

O Sepultura nasceu na capital mineira, Belo Horizonte, no bairro Santa Tereza, que tem a fama de ser um ponto boêmio devido aos seus bons bares. Foi nesta localidade também o berço do Clube da Esquina, grupo que misturou rock, samba, bossa nova e jazz, dando origem a um estilo musical próprio.

É importante lembrar que o Clube da Esquina tinha em sua formação nomes importantes da nossa cultura e música como Milton Nascimento, Toninho Horta, Wagner Tiso, Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges.

Em recente conversa com o violonista e violeiro Ricardo Vignini, via Moda de Rock Oficial, Andreas Kisser contou que a irmã de Lô Borges não aguentou a desafinação do Sepultura e teve que intervir.

“Eles ensaiavam ao lado da família Borges! E, em uma dessas vezes, a irmã de Lô Borges foi lá e falou: ‘Gente, não aguento mais; deixa eu afinar os instrumentos’. Ela afinou os instrumentos para a galera”.

Andreas completou: “É engraçado porque o Clube da Esquina era realmente ali – tem a Rua Dores do Indaiá, onde morava a família do Max e do Iggor [Cavalera]. Eu morei dois anos lá também, com eles.

Morava por ali o Henrique Portugal, [do Skank]. Então era Sepultura, Clube da Esquina e Toninho Horta. Santa Tereza tem essa áurea para seresta, essa coisa cultural”.



Via: Rockbizz