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Angra celebra “renascimento” em show de reunião no Bangers Open Air 2026

3 horas ago


Angra foi o grande headliner do segundo e último dia de Bangers Open Air 2026, que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo. A banda brasileira fez história ao ser a primeira atração nacional escalada para encerrar o evento desde sua criação em 2023, quando o festival ainda se chamava Summer Breeze Brasil.

Em um espetáculo de três atos, o grupo celebrou seus trinta e cinco anos de carreira onde passou por todas as eras de sua história, um conceito criado para o evento e que se repetirá novamente com o side show que acontecerá nesta quarta-feira, 29, no Espaço Unimed e sem a presença do italiano Fábio Lione – que fez sua apresentação como vocalista da banda no festival. 

O primeiro ato do show serviu para apresentar oficialmente Alírio Netto como o novo vocalista e encerrar a longeva era Lione, marcada como o maior período onde um vocalista já integrou a formação, 14 anos. A despedida soou meio confusa, uma vez que ele cantou apenas 3 faixas de Cycles of Pain (2023), e não houve inclusões no setlist de músicas de Secret Garden (2014) e Omni (2018), discos também gravados por ele. Fábio ainda cantou “Lisbon” e voltou ao palco apenas no fim do show com demais integrantes. 

Já para Netto, que interpretou músicas de Andre Matos – incluindo “Wuthering Heights”, de Kate Bush -, a performance veio para ele deixar seu cartão de visitas e sua escolha para novo vocalista já era esperada, dada sua relação com os integrantes atuais, sua experiência em demais bandas e sua habilidade em fazer agudos. 

Formação Nova Era emocionou dos fãs durante show do Angra

Contudo, a expectativa dos fãs se via sob a chama de cinco nomes: Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Edu Falaschi, Aquiles Priester e Felipe Andreoli, a tão celebrada formação Nova Era e que se reuniria novamente pela primeira vez desde 2007.

Assim que Priester se dirigiu ao seu imponente kit de bateria, fãs gritavam seu sobrenome, se emocionavam e voltavam ao período onde eram adolescentes. Já para quem descobriu a banda após a ruptura da formação, a sensação era de ver algo mágico, pois se voltássemos uma década atrás, ninguém imaginaria a possibilidade disso acontecer.

O quinteto tocou músicas de todos os álbuns gravados durante o período em que estiveram juntos, e impressionou pela química musical que ainda existe ali, apesar de tanto tempo afastados. De todos, vale destaque para Falaschi, pois apesar de suas  conhecidas limitações vocais, o cantor performou muito bem e, claramente, dava para notar o quão feliz ele estava por enfim realizar aquele momento.

Kiko, por sua vez, entregou os seus marcantes solos que continuam quebrando a cabeça de qualquer guitarrista fã do seu trabalho. Destaca-se também o momento onde os músicos tocaram a balada “Bleeding Heart”, e Edu brincou que os fãs poderiam “cantar do jeito que quisessem”, uma vez que a música ganhou popularidade com a versão “Agora Estou Sofrendo” feita pela banda de forró Calcinha Preta

Ato final teve homenagem para o Maestro Andre Matos

O ato final contou com uma belíssima homenagem para o Maestro do Rock em “Silence and Distance”, onde imagens de André foram exibidas no telão, responsáveis por levar o público às lágrimas, e trazer o revezamento vocal de Edu e Alírio, bem como os retornos de Marcelo Barbosa para ser o terceiro guitarrista e o de Bruno Valverde na bateria.

A dinâmica se manteve em “Late Redemption”, só que desta vez, com Aquiles assumindo as baquetas e para o final todos os 9 integrantes se juntaram para tocar “Carry On” juntos e encerrarem a noite de forma irretocável, e deixarem o palco sob os fortes gritos de “Olê, Olê, Olê, Angra, Angra!”

O show de reunião do Angra no Bangers Open Air 2026 entra, com certeza, para a lista dos momentos mais importantes da história do metal nacional, e deixa uma sensação de futuro aberto para quem sabe uma formação ao estilo Helloween se torne real, mas apenas o tempo nos dirá se isso vai acontecer. 

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Vitor Melo

Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.



Via: WikiMetal