Aviação e o rock n’ roll não são dois universos severamente distintos como óleo e água. As duas realidades necessitam de profissionais da primeira divisão e no topo de suas capacidades para que tudo saia corretamente e os clientes – e os fãs – saiam são e salvos e felizes com a experiência.
E sem contar que os laços entre as duas áreas se estreitaram também quando alguns músicos se aventuraram na aviação comercial como Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Steve Morse (ex-Deep Purple).
No entanto, quando o assunto se envereda para os perrengues em voo, o assunto ganha outra forma, visto que muitos artistas enfrentaram sufoco a milhares de metros de altura. Tem gente que até se recusa a pisar em avião.
Em conversa com o pessoal do canal Ibagenscast, Ricardo Confessori lembrou tensão em voo para Argentina, na época em que tocava com o Angra.
“A gente ia tocar no Monsters [Of Rock] da Argentina. Entramos na Aerolíneas Argentinas, em Guarulhos. Saiu o voo, decolou – acho que era aquele MD-11, que são duas turbinas na asa e uma atrás. Não se voa mais nessa gerigonça.
Estava a banda toda no voo: técnico de som, empresário, todo mundo – e isso foi com o Angra. E, daqui a pouco, não sei quem sentiu uma inclinação no avião. Aí, o comandante informou que estávamos retornando ao aeroporto de Guarulhos, porque perdemos o motor com um vazamento de óleo. Não chegou a pegar fogo e nem nada assim. Pelo menos eu não vi”.
Confessori acrescentou: “Aí os caras começam a fazer piadas, falando que ia cair. Eu estava na janela, eu só vi a praia – e não sei como o cara voltou beirando a praia – e passando rente nos prédios em Santos. Não estou brincando! Dava para enxergar as pessoas lá embaixo”.
“Pousou e todo mundo: ‘ufa’. Mas tinha que pegar outro voo para voltar, e teve uns dois que não queriam entrar [no avião]. O técnico de som não foi. Entramos em outro voo e fomos sem técnico de som tocar no Monsters”, concluiu Ricardo.
Via: Rockbizz
