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Barão Vermelho escreve capítulo histórico no Allianz Parque com participação de Ney Matogrosso

1 hora ago


Barão Vermelho. Crédito: Divulgação/Pridia /30e

A chuva forte que caiu sobre São Paulo no dia 23 de maio parecia que iria estragar o aguardado reencontro do Barão Vermelho no Allianz Parque. Contudo, o público mostrou logo de início que nenhuma tempestade seria capaz de impedir aquela celebração do rock nacional. Mesmo com o trânsito complicado no entorno do estádio e um atraso de cerca de 30 minutos, possivelmente provocado pelas condições climáticas, os fãs compareceram em peso. Como se respeitasse o momento, a chuva deu uma trégua justamente durante o espetáculo.

Quando as luzes se apagaram e os primeiros acordes de “Maior Abandonado” ecoaram pelo estádio, ficou claro que a espera tinha valido a pena. A formação clássica do Barão Vermelho, reunindo Roberto Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira, demonstrou entrosamento, energia e uma química intacta. Na sequência, “Pedra, Flor e Espinho” e “Pense e Dance” mantiveram o clima elevado. Frejat, sempre carismático, agradeceu a presença do público e fez questão de mencionar a ilustre presença de Osvaldo Vecchione, vocalista e baixista do Made In Brazil, arrancando aplausos dos fãs mais atentos ao legado do rock brasileiro.

O show ganhou força com músicas como “Política Voz”, “Tão Longe de Tudo” e uma vibrante “Bete Balanço”, recebida com entusiasmo imediato pela plateia. O público cantava praticamente todas as letras, reforçando o peso da obra do Barão na memória afetiva de várias gerações. Clássicos como “Tente Outra Vez” e “O Tempo Não Pára” prepararam o terreno para um dos momentos mais aguardados da noite: a entrada de Ney Matogrosso.

Ao anunciar o convidado, Frejat o definiu como um nome fundamental na história do Barão Vermelho. A recepção foi digna de uma lenda, como, de fato, ele é. Com mais de 80 anos, Ney Matogrosso surgiu no palco exibindo vitalidade impressionante, presença magnética e uma voz em impecável forma. “Poema”, “Jardins da Babilônia” e “Blues da Piedade” configuraram momentos de intensa expressividade artística. O encontro entre Ney e o Barão não soou apenas como uma participação especial, mas como um capítulo essencial daquela narrativa musical.

A parte seguinte do show foi marcada por emoção pura. “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, acompanhada por imagens de Cazuza nos telões, transformou o estádio em um grande tributo à memória do poeta maior do Barão. “Codinome Beija-Flor” provocou uma das reações mais emocionadas da noite, enquanto “Por Você” trouxe o coro coletivo de milhares de vozes. Em outro momento marcante, Guto Goffi assumiu o microfone para lembrar que estavam na Pompeia, “a capital do rock brasileiro”, berço de bandas como Mutantes, Made In Brazil e Tutti Frutti, antes de apresentar seus companheiros de banda e reforçar a importância daquele show para a trajetória do grupo.

Com o Allianz Parque iluminado pelas lanternas dos celulares durante “Amor Meu Grande Amor”, a apresentação entrou em sua fase mais festiva. “Malandragem Dá Um Tempo”, com Maurício Barros nos vocais, incendiou o público, assim como a excelente versão de “Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto”, da Legião Urbana. No bis, vieram homenagens, nostalgia e catarse: “Bilhetinho Azul”; “Ovelha Negra”, em homenagem ao icone da guitarra brasileira, Luiz Carlini do Tutti Frutti; culminando em “O Poeta Está Vivo”, “Por Que a Gente é Assim?” e a apoteótica “Pro Dia Nascer Feliz”, novamente ao lado de Ney Matogrosso.

Mais do que um simples encontro, o Barão Vermelho entregou no Allianz Parque uma celebração da história do rock brasileiro. Entre chuva, memórias, homenagens e performances arrebatadoras, a banda escreveu, como afirmou Guto Goffi, um capítulo importante de sua trajetória. O público, que enfrentou trânsito, clima adverso e horas de espera, saiu com a sensação de ter participado de algo verdadeiramente histórico. 

Confira as fotos oficiais feitas pela Pridia:

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Via: WikiMetal