A banda brasileira de punk rock Garotos Podres está sendo processada por um cidadão de bem da extrema-direita por criticar ao Papai Noel em clássico punk. O indivíduo da direita não curtiu os versos presentes em Papai Noel, Velho Batuta, faixa presente no debute de 1985, Mais Podres do que Nunca.
A canção, que teve criação de Mao (vocal), Mauro (guitarra) e Sukata (baixo), é uma crítica direta e contundente ao perfil capitalista da festa cristã. No entanto, há pessoas que se sentiram ofendidas pela posição do grupo.
Em conversa com o portal G1, o vocalista Mao revelou que o caso envolve análise de gravações de apresentações do grupo e das letras das canções, com destaque, claro, para a faixa Papai Noel Velho Batuta.
Durante oitiva realizada por carta precatória, o baterista dos Garotos Podres curtiu com a cara da delegada em resposta ao processo. Quando a autoridade o questionou sobre o suposto motivo de ofensa a Papai Noel. A resposta do artista foi certeira: “Papai Noel não existe”.
Segundo o cantor, o processo configura uma clara tentativa de censura. Ele compara a situação às práticas da ditadura militar, quando artistas sofriam repressão de órgãos públicos. “É um processo político no sentido de polícia política. Analisar letra de música, questionar canções, é algo absurdo”, lamentou o artista.
Dando de ombros à censura, o conjunto decidiu lançar um vídeo da faixa em tom de deboche. No clipe, figuras como nocivas Donald Trump e Olavo de Carvalho aparecem na crítica dos caras.
Como a repercussão está enorme, os Garotos Podres estão recebendo muito apoio de pessoas que conseguem ler e interpretar uma crítica firme ao capitalismo. Contudo, para quem não passa de um ser ignorante, a faixa é uma ofensa de proporções catastróficas.
Sendo assim, para o Natal ficar ainda mais encantador, vamos reunir a família, como é de praxe, para as trocas de presentes e para a comilança, mas “bora” adicionar Papai Noel, Velho Batuta na trilha sonora da festa.
Via: RockBizz
