Roger Waters (baixo e voz) foi uma das principais mentes criativas no Pink Floyd. O músico, ao lado de David Gilmour (voz e guitarra), Nick Mason (bateria) e Richard Wright (teclado e voz), criou algumas das maiores obras musicais do rock progressivo como The Dark Side of the Moon (1973), Wish You Were Here (1975), Animals (1977) e The Wall (1979).
Waters queria que o disco também virasse filme, então entregou ao cineasta Alan Parker (O Expresso da Meia-Noite (1978), Mississippi em Chamas (1988), The Commitments: Loucos pela Fama (1991), Fama (1980) Evita (1996), A Vida de David Gale (2003), entre outros) um roteiro como base para a criação da obra que viria misturar animação e sequências com atores reais.
Segundo informações da Classic Rock, Parker fez testes com vários atores britânicos e norte-americanos, sem sucesso. Mas se lembrou de ter visto Bob Geldof, do The Boomtown Rats, no clipe de I Don’t Like Mondays, de 1979. Ele considerou que o carisma e a atitude de Geldof combinaria perfeitamente para o trabalho.
“Alan me ligou do nada e disse: ‘Você topa participar de The Wall’? Meu empresário disse para eu aceitar a proposta. Mas respondi que não ia fazer porque era o Pink Floyd. Mandei se danar”, falou Bob em conversa com o jornalista James McNair.
Geldof sentia que ele e o Pink Floyd eram como água e óleo. O músico era um dos pioneiros da cena punk da Irlanda e grupo era veterano do rock progressivo, que já estava em decadência naquela época. Apesar disso, a insistência de Parker convenceu Bob a fazer o teste para o longa.
Em entrevista à revista CR, o ator e cantor contou: “Eu não estava animado em conhecer Roger Waters. Eu ouvia dizer que ele era meio babaca. Mas não me importava. Quando cheguei lá, eu acabei gostando muito de Waters. Ele era muito amargurado e interessante”.
Bob Geldof e Roger Waters acabaram se dando bem e se tornaram parceiros de trabalho para a criação do personagem Pink. O resto, como dizem, é história.
Via: RockBizz
