Burning Ambition é o novo documentário que se debruça na história de vida do Iron Maiden. O longa, que conta com a participação da banda – Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Bruce Dickinson, Janick Gers e o aposentado Nicko McBrain – e celebridades e músicos como Javier Bardem, Lars Ulrich (Metallica) e Chuck D., saiu no começo deste mês.
Em entrevista ao canal Paulieflix, Dennis Stratton, guitarrista que tocou no primeiro álbum da banda, teceu alguns comentários sobre o filme. Ele destacou que o documentário dá a entender que Blaze Bayley foi o causador do declínio do Iron Maiden.
Vale lembrar que a parceria entre Blaze Bayley e o Iron Maiden foi entre os anos de 1994 e 1999. A união rendeu apenas dois álbuns de estúdio: The X Factor (1995) e Virtual XI (1998) – além da coletânea Best of the Beast, que saiu em 1996 e contou com o single inédito Virus.
“Eu nunca tinha conhecido o Blaze antes de chegarmos ao tapete vermelho na estreia em Londres, e o Blaze estava na minha frente. Ele se virou, nos abraçamos e tiramos algumas fotos juntos. Nós tivemos uma longa conversa. Foi ótimo. Mas, ao mesmo tempo, assistindo ao filme, senti muita pena do Blaze, porque a forma como foi narrado dá a entender que, no minuto em que ele entra para a banda, tudo desanda”.
Dennis continuou: “As pessoas começaram a queimar discos. Começaram a falar sobre esse culto demoníaco, e aí eles estavam tocando em clubes. Parece que estão culpando o Blaze pela decadência da banda, o que não foi nada disso.
O Blaze contribuiu – acho que foram três álbuns, álbuns muito bons. Como o Steve me disse por telefone, ele contribuiu para esses álbuns. Então, temos que tirar o chapéu para o Blaze por ter assumido o lugar de Bruce e tentado continuar de onde Bruce parou. É um trabalho incrível.
E a forma como isso foi retratado foi tipo: ‘Ah, agora eles estão tocando em clubes’. E aí a piada final foi quando o Bruce voltou e Steve perguntou: ‘Por que você quer voltar’? Ele respondeu: ‘Porque estou cansado de tocar em shows pequenos. Quero tocar em shows grandes’. Foi como se, no minuto em que Bruce voltou, a banda tivesse se tornado enorme novamente”.
“Não quero que a família Iron Maiden ou os fãs do Iron Maiden digam ‘é inveja’ ou ‘ele está emburrado porque não está mais na banda’. Não, não. É um filme para os fãs. Tenho orgulho do que fiz nos primeiros anos do Iron Maiden, e também da minha contribuição ao trabalhar nas primeiras músicas”, completou Stratton.
Via: Rockbizz
