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Carlos Santana critica guitarristas que tocam rápido: “Grande coisa, e daí?”

3 semanas ago


Em entrevista à revista Guitar World Carlos Santana compartilhou a sua perspectiva sobre a técnica de tocar guitarra versus a expressão emocional. O artista mexicano criticou a galera que prioriza a velocidade em detrimento do sentimento.

“No fim das contas, a música não é um esporte, principalmente para quem a ouve. Se você ficar praticando o dia e a noite toda em alta velocidade, depois de um tempo é como ir à academia e ver alguém exibindo os músculos. Grande coisa. E daí? Tocar com paixão é como dar um abraço que dura para sempre. O tempo para”.

Santana aprofundou sua reflexão sobre tocar guitarra com paixão e sentimento, pois cria um elo com o ouvinte.

“A única coisa que as pessoas vão se lembrar da sua música é como você as fez sentir. Elas não vão se lembrar de todas as escalas rápidas e dos momentos ‘olha o que eu consigo fazer’. Mas elas vão se lembrar daquelas três notas que arrepiaram a nuca e fizeram as lágrimas rolarem, mesmo que não saibam o por quê”.

“Esse é um elemento completamente diferente, que eu chamo de espírito. Algumas pessoas não sabem tocar com espírito, coração e alma. Esses são três ingredientes muito importantes”, arrematou Carlos.

A filosofia de enfatizar a emoção fez com que Carlos Santana criasse canções como Europa, Samba Pa Ti, El Farol, Evil Ways, Africa Bamba, Primavera e outras. O músico consegue criar frases criativas com o apelo emocional em cada nota. É um recurso que poucos guitarristas têm na manga.



Via: RockBizz

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