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Caviar musical: Vinnie Vincent (ex-KISS) defende a venda de seu novo single por 225 dólares

1 mês ago


É uma luta para a maioria das pessoas fechar o mês no azul, e isso se aplica para alguns músicos que estão fora do mercado há décadas. Portanto, eles precisam se virar do jeito que for possível para levantar uma grana.

Vinnie Vincent, por exemplo, ex-guitarrista da banda mais quente do mundo, o KISS, defendeu a venda de seu novo single em CD de edição limitada pelo “módico valor” de US$ 225 (cerca de R$ 1.255).

O músico, que tocou com o conjunto entre o breve período de 1982 a 1984, anunciou o single Ride The Serpent no início do mês. A canção está presente em seu mais novo álbum do Vinnie Vincent Invasion.

No dia 01 de dezembro, Vincent escreveu em suas redes sociais que cada disco seria uma “peça de colecionador muito limitada”, com autógrafos “manuscritos” e numerados individualmente “à mão”, com toda a tiragem limitada a 500 cópias.

Ele comparou o single a “caviar ou obras de arte”, afirmando que o “preço justo de mercado” é “coisa do passado”. Na época, o guitarrista acrescentou que cada single custaria US$ 300, em um esforço para combater “entidades piratas” que, segundo ele, estavam “observando e esperando como um falcão para se apoderar de tudo o que eu lançasse e piratear”.

“Eu entendo as reclamações, os lamentos, as queixas sobre o preço, mas vocês também precisam entender que minha música é tão desejada que será alvo de pirataria imediatamente, o que eu não posso e não vou permitir”, acrescentou.

“Eu gostaria que não fosse assim, mas me sinto honrado que seja. É uma faca de dois gumes para mim, mas espero sinceramente que, ao refletir sobre isso, vocês entendam o dilema que enfrento”, explicou.

Agora, o single Ride The Serpent está à venda aqui e, apesar de seus comentários anteriores, está custando US$ 225.

Respondendo às reclamações dos fãs sobre os preços altos, Vincent disse: “Bem-vindos à nova era”.

O músico continuou: “Artistas podem e vão definir seus próprios padrões e regras para o preço de compra de suas obras, isso se ainda existirem artistas de valor além da lista padrão. Estamos nos aproximando de 2030. Inflação altíssima. Sem-teto… etc… a lista de horrores é interminável”.

“É um verdadeiro deserto de Mad Max, o Velho Oeste para os artistas de hoje, que não têm nenhuma proteção contra fãs gananciosos que baixam suas músicas de graça. Eles são vítimas de roubos massivos, reduzidos a implorar por curtidas e inscritos de pirralhos mimados que querem seu trabalho de graça ou por quase nada.

Artistas independentes são como cervos na floresta, que nunca veem um centavo pelo seu trabalho. Artistas com contrato são explorados, enganados em relação aos direitos autorais e geralmente acabam nos tribunais. As gravadoras são donas dos artistas e de suas obras”, reclamou o ex-KISS.

Vincent concluiu dizendo que sua música “vale cada centavo”, acrescentando que é “a melhor droga sintética do mercado” e “uma onda infinita de pura energia correndo pelas veias”.



Via: Rockbizz

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