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‘City of Evil’: O disco que transformou o Avenged Sevenfold em uma banda de estádio

15 horas ago


‘City of Evil’. Crédito: Divulgação

Lançado em 07 de junho de 2005, o terceiro álbum de estúdio do Avenged Sevenfold marcou uma grande revolução na carreira da banda. Sendo o primeiro disco lançado por uma grande gravadora, City of Evil representou uma ruptura quase completa com as raízes metalcore e screamo que haviam definido os primeiros trabalhos do grupo. O álbum consolidou a identidade artística da banda e abriu as portas para uma ascensão que a levaria dos clubes aos maiores festivais de música.

Quando Avenged Sevenfold abandonou o metalcore 

Na época, o metalcore vivia um de seus momentos mais populares e muitos grupos preferiam repetir fórmulas de sucesso. O Avenged Sevenfold escolheu correr riscos.

Quando City of Evil estreou, muitos fãs foram surpreendidos e não reagiram bem. O Avenged Sevenfold vinha do aclamado disco Waking the Fallen (2003), um trabalho repleto de vocais gritados, riffs agressivos e elementos típicos do metalcore da época. No entanto, a banda decidiu seguir por outro caminho. “A princípio, foi um fracasso total para nós. Acho que o disco vendeu 35.000 cópias na primeira semana, e foi uma grande decepção. E a galera reagiu muito mal a ‘Burn It Down’, que foi a primeira música que lançamos”, revelou M. Shadows em entrevista à revista Revolver, em 2010.  

Em vez de apostar apenas na agressividade extrema, o grupo mergulhou em influências clássicas que remetiam a gigantes como Iron Maiden, Guns N’ Roses, Pantera eMetallica e grupos europeus como Children of Bodom e Blind Guardian. Ao mesmo tempo, o guitarrista Synyster Gates assumiu protagonismo absoluto. Seus solos velozes, harmonizações complexas e riffs repletos de influência neoclássica transformaram o álbum em uma vitrine de virtuosismo. 

Com as guitarras, nossa inspiração naquela época era que queríamos tocar melhor que o Children of Bodom. Essa era a banda que a gente admirava naquele momento. Tipo, a gente queria tocar guitarra do jeito deles, mas ser uma banda americana, só que com elementos europeus. Então pegamos de tudo, desde Dream Theater a Pantera, Metallica, Children of Bodom, Blind Guardian, Queen e tudo mais, e é isso que está misturado no disco”, disse M. Shadows.

O resultado foi um disco que conseguiu traduzir a energia do heavy metal tradicional para uma nova geração. Em uma época dominada pela MTV, videogames musicais e pela ascensão da internet, o Avenged Sevenfold encontrou a fórmula perfeita para dialogar tanto com fãs de metal extremo quanto com ouvintes do rock mainstream. 

Das pequenas casas aos grandes festivais

O alcance de City of Evil foi além do público tradicional do metalcore. M. Shadows relembrou que a exibição de “Bat Country” na MTV chamou a atenção de músicos e fãs de rock mais tradicionais, incluindo Mike Portnoy, do Dream Theater. Segundo M. Shadows, o entusiasmo de nomes respeitados da cena ajudou a legitimar o álbum e a reconquistar parte dos fãs que inicialmente haviam estranhado a mudança de direção musical da banda. 

“Aí começamos a receber ofertas para grandes turnês, e fomos lá no Ozzfest, pensando ‘Vamos detonar no palco principal do Ozzfest’, mas sabe, aquelas pessoas não ligaram”, relatou o guitarrista Zacky Vengeance. Músicas do disco também conquistaram uma enorme popularidade entre os fãs de videogames, aparecendo em franquias como Guitar Hero II, Guitar Hero Smash Hits e Rock Band

Duas décadas depois, City of Evil segue como um dos discos mais importantes do Avenged Sevenfold, além de criar as bases para o sucesso de discos posteriores como Avenged Sevenfold (2007) e Nightmare (2010). “O Metallica tocava músicas como ‘Sad But True’, ‘Nothing Else Matters’ e ‘Enter Sandman’, músicas que simplesmente têm aquela força que arrebata. Foi daí que surgiu o conceito de fazer um disco que, sonoramente, fosse mais aberto. É daí que vêm músicas como ‘Critical Acclaim’, ‘Scream’, ‘Afterlife’ e ‘Almost Easy’ [faixas do álbum autointitulado, sucessor de City of Evil]”, disse o vocalista M. Shadows.

Avenged Sevenfold deixou de ser apenas uma promessa do metalcore para se tornar uma verdadeira banda de arena e, posteriormente, uma atração capaz de ocupar o topo de festivais gigantes como o Rock in Rio, onde será o headliner pela segunda vez consecutiva, se apresentando no Palco Mundo em 05 de setembro.

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Via: WikiMetal