
No dia 25 de agosto, o Brasil celebra o Dia do Soldado, data criada em 1923 em celebração ao trabalho dos membros do Exército e em referência ao nascimento do Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro.
Com a data, é impossível não pensar em uma das bandas de heavy metal que mais usa o tema não para recrutar jovens, mas sim para denunciar as graves consequências que uma guerra pode causar: o Iron Maiden.
Ao mesmo tempo em que soam rápidas e “heroicas”, as letras de Steve Harris, cantadas a plenos pulmões pelos fãs em arenas e estádios lotados ao redor do mundo, carregam realidade, tragédia e até uma certa dose de ironia. O maior exemplo dessa ideia é o hit “The Trooper”.
Baseada no poema A Carga da Brigada Ligeira, de Lord Tennyson, a letra relata o massacre em vão da cavalaria britânica durante a Guerra da Crimeia. Enviados para o fim trágico devido a um erro de comunicação de seus generais superiores, os soldados marcham para a morte certa sob o fogo russo, transformando a música em um lamento sobre o sacrifício (“E enquanto estou caído, esquecido e sozinho. Sem uma lágrima, eu solto meu suspiro de partida”).
Estresse pós-traumático e o inferno na terra do Iron Maiden
Muito antes de o Transtorno de Estresse Pós-Traumático ser amplamente debatido na sociedade, o Iron Maiden já abordava a saúde mental através do álbum A Matter of Life and Death (2006).
Faixas como “The Longest Day” retratam a tensão sufocante dos soldados durante o Dia D (“Quanto tempo neste mais longo dia, Até que finalmente sobrevivamos a isto”). Do outro lado, “These Colours Don’t Run” reflete sobre o impacto mental de se estar em meio ao conflito (“Nós navegamos para longe igual ao que nosso pai fez. Estas cores não fogem desta fria e sangrenta guerra”).
Já a épica “For the Greater Good of God” questiona a existência das guerras religiosas e denuncia como a humanidade corrompe a fé para justificar uma de suas maiores atrocidades (“Por favor, me diga agora o que é a vida. Por favor, me diga agora o que é o amor”).
Mais recentemente, “Hell on Earth”, faixa presente no álbum Senjutsu (2021), faz o retrato de um apocalipse moderno e de um mundo destruído por conflitos intermináveis, onde a humanidade criou um verdadeiro inferno na Terra, fazendo com que os humanos quisessem voltar ao que era antes (“Gostaria de poder voltar. Nunca mais serei o mesmo. Sangrei por todos neste inferno na Terra”).
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Via: WikiMetal
