Ozzy Osbourne fez história como o primeiro cantor de heavy metal de todos os tempos. Com o Black Sabbath, o britânico criou álbuns atemporais como Paranoid (1970), Master of Reality (1971), Vol. 4 (1972) e Sabbath Bloody Sabbath (1973).
Depois da justa causa que recebeu do Sabbath, o cantor mergulhou em uma bem-sucedida carreira solo, com direito a milhões de cópias vendidas em obras tais quais Blizzard of Ozz (1980)
Diary of a Madman (1981).
No entanto, mesmo com o sucesso dessa época, Ozzy nunca recebeu um Grammy pelas suas façanhas musicais. O primeiro prêmio só chegou em 1994, com a versão ao vivo de I Don’t Want to Change the World.
Mas a canção surgiu de uma piada de bastidor iniciada pelo guitarrista e companheiro de longa data, Zakk Wylde. Em 2021, durante entrevista ao MusicRadar, o viking das seis cordas contou como se deu a criação do música.
“Eu me lembro de quando o riff principal surgiu. Estávamos no Joe’s Garage em Burbank, apenas ensaiando e compondo material para o disco [No More Tears].
Ozzy ainda não estava presente no estúdio naquele momento. Mas lembro de improvisar esse riff de brincadeira. Era uma bobeira que eu ficava tocando entre as pausas do trabalho e contando piadas no microfone”.
Zakk continuou: “A premissa era que nunca conseguiríamos um encontro com uma garota, então eu cantava algo como: ‘Oi, meu nome é Zakk e eu não tenho emprego e moro com meus pais’. Depois, eu voltava e tocava o riff.
A piada era que você não tem casa, carro ou emprego, então, provavelmente não vai transar tão cedo. A gente tocava aquele riff e morria de rir o tempo todo”.
“Quando Ozzy voltou para a sala de ensaio, ele perguntou que riff era aquele. Eu falei que era só uma brincadeira”, acrescentou Zakk. “Ele disse para nos lembrarmos do riff, porque o usaríamos para alguma coisa. Tempos depois, acabamos ganhando um Grammy com essa música”, finalizou.
Veja a performance ao vivo de I Don’t Want to Change the World, que rendeu o primeiro Grammy ao saudoso Príncipe das Trevas:
Via: RockBizz
