O ano de 2025 ficará guardado na memória dos fãs de metal pela despedida, dos palcos e da vida, de um dos pais do estilo. Mas, para honrar o legado do eterno mestre Ozzy Osbourne, nada melhor do que celebrar o fruto da sua criação e quão rica ela se tornou. Assim, é com uma declaração de orgulho e amor infindável ao heavy metal que apresentamos os 25 melhores álbuns de 2025.
E se 2024 foi o ano dos clássicos (veja nossa lista aqui), 2025 foi o ano do som mais moderno e das bandas lideradas por mulheres, que dominam a lista. O ano também foi marcado pela quantidade e pelo equilíbrio entre os lançamentos, quase um empate técnico entre várias posições da lista. Sem mais delongas, vamos aos 25 discos que você vai mostrar para a vovó na mesa de Natal. Ozzy pode descansar em paz, pois seus filhos vão continuar mantendo a chama acesa.
MENÇÃO HONROSA
Com tantos lançamentos de peso em 2025, a menção honrosa vai para algumas bandas que também fizeram bonito e por pouco não entraram na lista: Messa (The Spin), Coroner (Dissonance Theory), Arion (The Light That Burns The Sky), Till Lindemann (Zunge 2025), Eluveitie (Ànv), The Haunted (Songs of Last Resort), Avantasia (Here Be Dragons), Marko Hietala (Roses From the Deep), Soulfly (Chama), Deftones (Private Music) e a brasileiríssima Impavid (Resilio). E ainda ficou muita coisa boa de fora.
25. CASTLE RAT – THE BESTIARY
Revelação bem recente do underground, a banda norte-americana traz um cativante heavy/doom metal tradicional, com ambiente de fantasia medieval e vocal feminino.
24. CRADLE OF FILTH – THE SCREAMING OF THE VALKYRIES
Todo mundo conhece Cradle of Filth, mas poucos imaginam os britânicos tocando riffs de thrash metal e galopadas à lá Iron Maiden sem perder a mão.
23. RIVERS OF NIHIL – RIVERS OF NIHIL
Os norte-americanos ganham cada vez mais moral no campo do death metal progressivo e técnico, com grande riqueza de detalhes, mas sem deixar a peteca cair no quesito agressivo.
22. THE HALO EFFECT – MARCH OF THE UNHEARD
Apesar de não causar mais surpresas, o supergrupo sueco entrega uma audição essencial, especialmente para quem aprecia o melodic death metal mais clássico de Gotemburgo.
21. SLAUGHTER TO PREVAIL – GRIZZLY
A banda se tornou famosa graças à figura brutal do vocalista Alex Terrible, mas alguma hora teria que produzir música. E Grizzly é um álbum caoticamente interessante, que soa como Slipknot banhado na opulência russa.
20. ALIEN WEAPONRY – TE RÃ
Uma pedrada de thrash metal da Nova Zelândia com infusão tribal maori, ao melhor estilo Roots do Sepultura, não pode passar despercebida.
19. DEAFHEAVEN – LONELY PEOPLE WITH POWER
Os norte-americanos apostam em intervenções melódicas e progressivas, para quem acredita que o metal extremo não deve servir de desculpa para se fazer música desleixada.
18. AVATAR – DON’T GO IN THE FOREST
Uma das principais bandas da atualidade, os suecos reduzem a pancadaria e aumentam a pegada folclórica do seu groove metal moderno, mas sua identidade singular permanece intocável.
17. BATTLE BEAST – STEELBOUND
Noora Louhimo solta o vozeirão rasgado em seu derradeiro disco com a banda finlandesa de heavy/power metal moderno, e o ouvinte é naturalmente impelido a fazer o mesmo.
16. MACHINE HEAD – UNATONED
O groove/thrash metal moderno dos norte-americanos mais parece uma avalanche massiva, do tipo que consegue evocar certa beleza em meio à devastação.
15. HELLOWEEN – GIANTS & MONSTERS
Os alemães redefiniram os caminhos do power metal com sua reunião e, agora, trilham esses caminhos com mais um disco que já nasce clássico, mantendo a banda no auge.
14. TESTAMENT – PARA BELLUM
Artilharia pesada para somar à boa fase que os norte-americanos vivem há duas décadas, mostrando um thrash que chega a flertar com o death metal sem abrir mão da aptidão melódica.
13. PARADISE LOST – ASCENSION
Os veteranos britânicos costumam realçar sabores diferentes a cada álbum. Pesado e obscuro, o prato do dia não foge do doom/gothic, mas leva um tempero de thrash metal deliciosamente acessível.
12. HALESTORM – EVEREST
Em um capítulo surpreendente da sua constante trajetória de evolução, a banda norte-americana vê o hard rock divertido ceder lugar a um tom sóbrio e melancólico, que flerta com o metal e com o blues. Um show à parte da estrelada Lzzy Hale nos vocais.
11. GHOST – SKELETÁ
Presença garantida em qualquer lista de melhores, é mais fácil explicar por que os suecos não ficaram no topo: embora a liturgia teatral e os arranjos requintados façam parte do glamour de Skeletá, talvez tenha faltado aquele mega hit dos últimos álbuns. Estamos muito mal acostumados.
10. ARCH ENEMY – BLOOD DYNASTY
Com riffs cabulosos e a performance vocal mais versátil da superstar Alissa White-Gluz na banda de melodic death metal até hoje (e também sua última), Blood Dynasty é para ser repetido sem moderação. Como brada o lema dos suecos: pure fuckin’ metal!
9. SABATON – LEGENDS
O tanque está de volta! Se os suecos vinham explorando um toque de melancolia fria no seu heavy/power metal, agora entregam um álbum caloroso, com um refrão mais épico do que o outro, digno de uma das maiores bandas do planeta.
8. JINJER – DUÉL
Visceral, furioso e mergulhado na desordem. Os ucranianos foram capazes de interiorizar a guerra em seu país natal e expelir uma bile escura, na forma de um prog/groove/death metal moderno, com uma entrega intensa por parte da vocalista Tatiana Shmailyuk.
7. ARCHITECTS – THE SKY, THE EARTH & ALL BETWEEN
Uma obra revigorante do metalcore contemporâneo, que pode ficar muito melodiosa ou extremamente hostil em questão de segundos, salientando a capacidade da banda britânica de se distinguir da multidão. Bater cabeça e cantar com o estômago nunca fora tarefa tão fácil.
6. VOLBEAT – GOD OF ANGELS TRUST
Imagine se Elvis tomasse anfetaminas e fizesse um pacto com o capiroto, para saírem juntos pilotando suas Harleys pelo delta do Mississippi. O melhor e mais pesado lançamento dos dinamarqueses em bastante tempo, que faz jus ao seu status de headliner dos maiores festivais.
5. LORNA SHORE – I FEEL THE EVERBLACK FESTERING WITHIN ME
Capazes de levar o metal extremo para as massas, os norte-americanos se reafirmam como principal revelação do gênero. A sonoridade é maximalista, ou seja, adicionar tudo que for possível para fazer mais barulho, em um mix de Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Fleshgod Apocalypse e Wintersun.
4. ORBIT CULTURE – DEATH ABOVE LIFE
Ascendentes e muito admirados no cenário europeu, os suecos soltam um arrasa-quarteirão que pode catapulta-los de vez ao estrelato das grandes arenas. Um blend arrebatador de groove, thrash e melodic death metal, no qual o tradicional e o moderno se encontram.
3. LACUNA COIL – SLEEPLESS EMPIRE
Pesado, cru, agressivo e sombrio. Conduzido por simbióticos duetos vocais entre o aprimorado Andrea Ferro e a insubstituível Cristina Scabbia, Sleepless Empire é mais um manifesto do gothic metal com esteroides que a banda italiana vem aperfeiçoando na última década, e que sabe executar como ninguém.
2. EPICA – ASPIRAL
Em uma guinada consciente de direção, os holandeses reduzem a dosagem progressiva e amplificam a energia carismática de um verdadeiro hitmaker, com apoio em um desempenho brilhante de sua vocalista superstar de cabelos ruivos. Assim, o viciante Aspiral mais parece uma coletânea e representa a banda em sua melhor forma.
1. SPIRITBOX – TSUNAMI SEA
A capitã Courtney LaPlante conduz a embarcação canadense pelas águas de um metal moderno e diversificado, que navega pelo pop e pelo experimentalismo djent. O disco tem aquela mágica de crescer com o tempo e se tornar imenso como o oceano, mantendo o Spiritbox na crista da onda do metal mundial e deixando claro que a banda não é apenas uma marola. Com o perdão de tantos trocadilhos, Tsunami Sea leva o título do ultracompetitivo ano de 2025.
Via: Rockbizz
