Na década de 1980, pedir um pingo de bom-senso e bom comportamento a Ozzy Osbourne era o mesmo que cumprimentar uma porta e esperar a mesma gentileza do objeto, ou seja, não iria rolar jeito nenhum – nem com reza brava.
Portanto, sem controle algum e embalado por muitas biritas, drogas e sabe-se Deus – ou o Capeta – o que mais, o Madman tocou o terror em uma das décadas mais insanas da música e cultura pop.
Um dos episódios mais pitorescos do Príncipe das Trevas aconteceu há 43 anos, quando foi preso por urinar no Álamo, monumento da cidade de San Antonio, no Texas, Estados Unidos.
Para dar vida ao episódio, Osbourne estava vestido de mulher, pois sua esposa tinha escondido suas roupas para que ele não “fugisse” para a rua, mas tal manobra não foi capaz de deter o maluco de plantão.
As autoridades prenderam Ozzy, que passou parte da tarde em uma prisão local sob a acusação de intoxicação pública. Ele foi liberado naquele mesmo dia, depois de pagar uma fiança de 40 dólares. O cantor ficou proibido de se apresentar na cidade por dez anos.
Recentemente, em entrevista ao programa The David Ellefson Show, o baixista Rudy Sarzo contou que, depois de fazer xixi no Álamo, Ozzy Osbourne sofreu ameaças de cidadãos de bem.
“Estar na banda de Ozzy foi o paraíso, mas com muita imprevisibilidade”, disse Rudy. “Sabíamos que ele ia fazer alguma coisa. Era previsível que ele seria imprevisível no palco ou fora dele, ou seja lá o que for”, destacou.
“Depois que ele fez xixi no Álamo, nós começamos a receber ameaças do Daughters Of The Revolution e de todos aqueles grupos militantes do Texas”, lembrou. “Com isso, a equipe de segurança nos alertou para não ficarmos muito perto de Ozzy, porque tinha chance dele levar um tiro”.
Sarzo complementou ao risos: “Então, toda vez que Ozzy vinha até um de nós, Randy [Rhoads – guitarra] e eu, a gente saía fora com medo de alguém acabar nos pegando”.
Confira o bate-papo na íntegra aqui:
Reconciliação com os texanos
Em 1992, o Príncipe das Trevas fez um pedido público de desculpas à cidade e doou 10 mil dólares para a Daughters Of The Republic Of Texas, entidade que mantém e cuida do Álamo.
Desde então, o músico deixou de ser persona non grata em San Antonio e fez diversos shows na cidade – sem repetir e ou inovar no quesito travessuras.
Via: RockBizz
