No último sábado, dia 05 de julho, em São Paulo, uma noite fria, mas pode ter certeza que frio
não era o que havia no Tokio Marine para essa noite épica para o heavy metal brasileiro.
Ingressos praticamente esgotados, espaço totalmente disputado para uma boa visualização do
show, Edu retornou com a tour “Temple of Shadows in Concert” para comemorar os 20 anos
do Temple of Shadows, o álbum de maior sucesso durante seu tempo no Angra, e foi
acompanhado pela Orquestra Sinfônica Jovem de Artur Nogueira, sob regência do Maestro
Ricardo Michelino.
Mas, para aquecer os motores da galera, foram convidadas as bandas Auro Control,
Noturnall, e Roy Khan – este, estreando sua carreira solo -, e comemorando, também, os 20
anos do álbum “The Black Halo” (2005).
O Auro Control começou a noite às 19h trazendo um power metal clássico com muita
velocidade, para aquecer os motores da noite que só estava começando, com um setlist curto,
mas impactante e marcante, baseado em seu álbum de estréia, The Harp.
Noturnall foi a segunda banda a entrar no palco, já conhecida do público, com Thiago Bianchi
liderando a banda, mas devidos a alguns problemas técnicos na parte de guitarra, o show foi
reduzido e Thiago sempre fazendo brincadeiras com o público, perguntando se alguém tinha
uma guitarra para emprestar para distrair enquanto tentavam resolver.
O palco se apaga e a orquestra começa a entrar e se acomodar… A bateria recebe a
decoração do próximo artista… Pela ordem já sabíamos que era Roy Khan (ex-Kamelot,
Conception) que seria o próximo, mas quando a banda de apoio, Maestrick, começa “When
the Lights Are Down”, uma das, senão a mais veloz do álbum, era só olhar para trás e ver o
público espantado, gritando e não acreditando que iríamos ouvir o “The Black Halo” na voz
original.
Khan então cumprimenta a audiência e mostra o pouco de português que aprendeu durante
sua estadia no Brasil, com frases simples como “Boa noite, São Paulo” e “Eu amo vocês”,
demonstrando seu carinho pelo país. Um dos pontos altos da noite foi quando anunciou que
iriam tocar uma música que o emociona profundamente: “Abandoned”, com participação de
Adrienne Cowan. O show chega ao fim com a impactante “March of Mephisto”, em que ela
retorna aos vocais e Bill Hudson se junta ao Maestrick nas guitarras, em uma performance
cheia de peso e presença.
E então, o principal show da noite começa: Edu começa a nostalgia trazendo o “Temple of
Shadows” iniciando com “Spread Your Fire”, seguindo a ordem do disco. As participações
especiais começam em Temple of Hate quando Kai Hansen é chamado para cantar com Edu.
Adrienne volta ao palco para fazer participação em “No Pain for the Dead” e em “Winds of
Destination”.
Após encerrar o “Temple of Shadows”, Edu e sua banda ainda retornam para mais algumas
músicas e, os destaques ficam para “Pegasus Fantasy”, nostálgica para todos os fãs que
cresceram vendo “Cavaleiros do Zodíaco”.
E é claro, para o encerramento dessa grande festa, Edu convida Kai Hansen, Roy Khan, Bill
Hudson e Adrienne Cowan para uma homenagem ao Helloween, tocando “I Want Out” como
encerramento desta celebração.
Essa noite foi muito mais do que um show — foi uma celebração da história, da memória
afetiva e da força do metal melódico. Edu Falaschi conseguiu unir gerações, ídolos e músicas
que marcaram época em uma experiência grandiosa, com direito a orquestra, convidados
internacionais e uma plateia entregue do início ao fim. Para quem cresceu ouvindo Angra e
Kamelot, foi como reviver os melhores momentos de uma era dourada da música. E mesmo
para os mais jovens, foi uma aula de paixão, técnica e respeito por uma trajetória que continua
viva no coração de todos. Um espetáculo que não apenas homenageou o passado, mas
reforçou o quanto ele ainda pulsa no presente.
por: Pam Gaiguer
Redatora – SEMPRE UM ROCK
