O brasileiro Eloy Casagrande (Slipknot, ex-Sepultura), 34 anos, é um dos maiores instrumentistas do planeta. O baterista se destaca por ter o playing técnico, virtuoso, energético e, principalmente, fluído, sem a pegada robótica de quem só aborda o instrumento de forma cartesiana.
Em conversa com o pessoal da Drumeo, que é uma das maiores plataformas online de ensino de instrumentos percussivos, Eloy Casagrande explicou como incorpora maracatu, frevo e baião no heavy metal.
“Eu comecei na bateria tocando músicas brasileiras. Durante os meus primeiros sete anos de estudo, eu só aprendi ritmos brasileiros. Eu só fui descobrir o metal aos treze anos de idade, com o Black Sabbath. É minha banda do coração”.
Casagrande prosseguiu com a sua explicação: “Eu aprendi muitos tipos de ritmos brasileiros. O Brasil é um país enorme, então, dependendo do estado em que você estiver, você tem um tipo bem específico de música. Mas eu toquei todos os tipo de ritmos brasileiros.
As partes norte e nordeste do país são bem conhecidas por específicos ritmos, como maracatu e frevo, que são bastante interessantes. Eu gosto de adicioná-los no metal”.
“É importante dizer que é importante se aprofundar nesses ritmos, e não aprender um pouco e tentar incorporá-los em outras coisas. Quando incorporo esses ritmos na minha forma de tocar metal, não é algo que eu fico pensando.
Eles aparecem naturalmente, porque eu os estudei e entendi a cultura do meu país. Você precisa ir fundo para entender a música, a energia e o flow, assim você vai conseguir usá-los em diferentes estilos”, finalizou Eloy.
Veja a explicação completa de Eloy Casagrande com alguns exemplos de ritmos brasileiros:
Via: RockBizz
