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“Eu que comecei o Shaman; o nome era meu e eu comecei a banda”, afirma Ricardo Confessori

24 horas ago


Em 2006, o Shaman encerrou as atividades com a sua formação original, a qual consistia em Andre Matos (vocal), Luís Mariutti (baixo), Hugo Mariutti (guitarra) e Ricardo Confessori (bateria). Entre os anos de 2007 e 2013, o grupo ainda tentou vingar na cena musical com outra formação, no entanto, não conseguiu lograr êxito e fechou as portas.

Em 2018, porém, o Shaman voltou aos palcos com a sua formação clássica para alguns shows que foram bem-sucedidos. Com o passar do tempo, as apresentações ganharam contornos especiais, pois foram os últimos espetáculos da carreira de Andre Matos, que morreu em 08 de junho de 2019, aos 47 anos.

Pouco tempo depois da morte de Andre, o Shaman resolveu seguir carreira com o vocalista Alírio Netto. A união do cantor e o grupo rendeu o álbum Rescue (2021) e alguns shows para sua promoção. Entretanto, em janeiro de 2023, o conjunto emitiu uma nota comunicando que estava encerrando as atividades.

Recentemente, durante conversa com o pessoal do canal Lado A Podcast, Ricardo Confessori foi questionado sobre os motivos que levaram Andre Matos a sair do Shaman.

“Saiu todo mundo, né? Eu não sei até hoje, porque não estava do lado de lá ouvindo os argumentos dos caras – o real motivo”.

Na mesma tacada, o baterista seguiu falando sobre o finado grupo, a debandada que houve em meados dos anos 2000 e sobre a carreira solo de Andre Matos.

“Eu fiquei com a banda e montei outro Shaman. Os caras saíram da banda! Depois de um ano eu lancei um outro trabalho com outra galera. Lancei dois trabalhos [a saber: Immortal (2007) e Origins (2010)].

Resumindo, o que eu fiquei sabendo depois que a gente se reuniu de novo, que comecei a falar de novo com os Mariuttis, os caras falaram que foi uma loucura do Andre em querer sair em carreira solo, fazer tudo sozinho. Os caras acharam melhor ficar do lado do Andre pelo nome dele.

Mas eu que comecei o Shaman, na verdade! O nome era meu, eu comecei a banda, então, eu não quis abrir mão da banda. Eu não quis abrir mão porque foi a primeira banda que eu criei. Mas, hoje em dia, pensando bem, com a minha maturidade de hoje em dia, talvez eu saísse da banda e montasse a minha. Não teria o porquê de seguir”.

Já sobre o atual detentor da marca Shaman, Ricardo disse: “Eu dei o nome para o Andre para gente fazer essa volta. Uns anos aí eu já tinha aberto a mão do nome. Andre ficou com o nome, a gente fez o ‘reunion’, mas não durou muito. Foram só oito meses de shows e Andre acabou falecendo. Acho que o nome ele deu para o Hugo antes de falecer”.



Via: RockBizz