Glenn Hughes teve uma passagem rápida pelo Deep Purple, contudo, o período foi bastante marcante visto que rendeu obras como Burn (1974), Stormbringer (1974) e Come Taste the Band (1975). Com isso, nessa época, o músico pôde ver in loco como era o modus operandi da banda.
Trocando uma ideia com o pessoal da revista Classic Rock, Glenn Hughes contou que Ritchie Blackmore tocava o bis obrigado e de má vontade nos shows do Deep Purple.
“Quando estávamos indo muito bem nos shows, ele se recusava a fazer o bis”, contou o baixista. “Ele tinha que ser forçado a voltar ao palco”, destacou.
Mesmo que Blackmore fosse obrigado a voltar ao palco para o bis, ele o fazia de má vontade. “Ele tocava atrás do seu equipamento. Era muito ridículo. Não dava para obrigá-lo a fazer nada”.
Glenn acrescentou: “Ele tinha seu próprio camarim, seu próprio carro. Não era uma banda, éramos nós e era o Ritchie. Essa sempre foi a praia dele. Era desconfortável para mim. Eu sentia falta do aspecto familiar de todos nós juntos. Era uma situação estranha”.
Ritchie Blackmore, no entanto, nunca escondeu que tem uma personalidade difícil e que o dia a dia com ele demandava muita paciência. A parte boa é que sua genialidade musical é praticamente infinita, basta ouvir suas obras musicais no Rainbow, Deep Purple e Blackmore’s Night para chegar a tal conclusão.
Via: RockBizz
