As gravadoras sempre tiveram uma relação de amor e ódio com as bandas e artistas. Não faltam exemplos de selos que usaram e abusaram de músicos e, após certo tempo, os dispensaram como um produto fora de validade. Alguns nomes da indústria fonográfica ainda conseguem manter uma relação duradoura e digna com as gravadoras, mas não é a regra, mas, sim, a exceção.
Yngwie Malmsteen concedeu uma entrevista ao canal Jordi Pinyol e refletiu sobre essa relação conturbada, que dá o que falar. De acordo com o sueco, as gravadoras querem fazer dinheiro, assim como qualquer empresa.
“A indústria musical em si não é uma coisa bonita. Mas a verdade é que a indústria fonográfica sempre existiu com base em uma premissa dos anos 70 e 80. As gravadoras querem fazer dinheiro, assim como qualquer empresa. Elas fazem um produto e querem vendê-lo. Se surgir uma certa banda ou tendência, elas vão criar grupos do mesmo perfil toda semana.
Virou uma espécie de fábrica de filhotes, em que a qualidade nem sempre é melhor. Quando o grunge surgiu com o Nirvana, surgiram um milhão de bandas grunge cujos nomes eu nem sei. Aconteceu isso com glam e bandas como o Poison. Havia quinze ou vinte bandas assim na MTV. Depois que saiu de moda, essas bandas pararam de vender discos”.
Malmsteen acrescentou: “Com os streamings, você nunca poderá ganhar a quantidade de dinheiro que se ganhava nos anos 80. Não há grandes gravadoras com representantes locais em cada cidade. Eles não fazem mais isso, porque não há redes de gravadoras, não há um sistema.
Existem algumas bem pequenas! Antigamente, um investidor abria uma gravadora porque sabia que iria faturar muito dinheiro. YouTube e coisas assim fizeram tudo se diluir. Nada tem impacto. Algo precisa ser feito em relação a isso”.
Via: RockBizz
