A música tem o poder de mover as pessoas e também de movê-las para a ação. Por gerações, artistas falaram sobre experiências amargas de discriminação, religião, preconceito, abuso e guerra em suas canções, de Strange Fruit, de Billie Holiday, a Putin Will Teach You How To Love, de Pussy Riot.
Todos os gêneros musicais têm seus hinos sociais e políticos os quais ecoam no tempo, mas é especialmente comum no rock n’ roll e no heavy metal. No entanto, tem gente não gosta deste viés político da música pesada e acredita que é um grande problema se envolver nesta seara ideológica.
Em entrevista ao jornal L.A. Times Entertainment, o frontman do Green Day, Billie Joe Armstrong, por exemplo, afirmou que a banda não é política, apesar do teor lírico do álbum American Idiot.
“É assustador se expor assim. Não é algo que me veio naturalmente”, disse Armstrong. “Quando começamos, não tínhamos nada a ver com política, mesmo vindo de um meio muito… digamos… polêmico. Era uma época muito louca, e aí American Idiot surgiu do nada”.
“Foi feito com o coração, a partir de um lugar de total confusão, pois o mundo está mudando para um lugar tão sombrio e feio. E acho que isso ressoa com a realidade, especialmente agora, em que somos bombardeados por algoritmos”, observou o músico.
Billie concluiu: “Às vezes, quanto mais velho fico, menos sei, sabe? As coisas ficam cada vez mais confusas. Acho que é mais ou menos isso que as músicas, quando são políticas, falam. Acho bem importante que a música tenha um coração, e não ser apenas uma banda política. Nós definitivamente somos francos, mas nossas músicas são muito pessoais e documentam o momento que você está vivendo, como um diário”.
Via: Rockbizz
