Muitos esnobes da mídia hegemônica, produtores musicais e a sociedade de uma maneira geral costumam menosprezar a música pesada e os seus fãs. Muita gente considera o heavy metal e o rock n’ roll estilos datados e sem relevância mercadológica nos dias atuais.
Mesmo perdendo espaço para outros estilos musicais como pop, hip-hop e rap no âmbito mundial e para sertanejo, pagode e gospel no nosso mercado doméstico, rock e metal se mantêm resistentes aos movimentos sazonais da indústria musical.
E parte dessa resistência vemos nas vestimentas do público – no outfit como é comum falar hoje em dia. Para àqueles que vivem o rock e o metal independente da moda, a camiseta da banda favorita exterioriza a personalidade e o espírito antiautoritário em sua essência, visto que vai contra às tendências e gostos da vez.
Seja na encarnação opulenta e carnavalesca do Iron Maiden, Megadeth e Motörhead com os seus mascotes – Eddie, Vic Rattlehead e Snaggletooth, respectivamente. Seja com o hard rock e shock rock debochado do Guns N’ Roses, KISS, Rob Zombie Ozzy Osbourne e Alice Cooper, ou com os infernais Slayer, Venom, Kreator e Hellhammer, o outfit captura a glória berrante da música mais amada e odiada do mundo.
Para quem usa uma camiseta de banda no dia a dia para ir ao supermercado, shopping center, cinema e coisa que o valha, o ato é uma personificação da nossa cultura musical que continua imbatível independentemente dos olhares tortos ou dos comentários maliciosos de quem não orbita nesse universo.
Com as nossas camisetas – outfits – seguimos adicionando um senso cáustico de humor trash em uma sociedade cada vez mais sem personalidade e entupida de uma moralidade mais frágil do que um cristal.
O vestuário rock e metal são erosões na decência comum e duas ameaças ao domínio do que é tido como adequado e aceitável. Dito isso, em uma espécie de anti-moda, vamos continuar a incomodar os populares.
Via: RockBizz
