
TEXTO: Wellington Penilha
O Helloween volta ao Brasil para dois shows. A banda se apresenta em Porto Alegre, no dia 16 de setembro, na KTO Arena (ingressos à venda pela Bilheteria Digital) e segue para São Paulo, no dia 19 de setembro, no recém-inaugurado Suhai Music Hall, com ingressos esgotados.
A passagem faz parte da turnê comemorativa de 40 anos e marca o lançamento de Giants & Monsters, segundo álbum da formação clássica e sucessor do disco autointitulado de 2021. O show será um marco que promete revisitar praticamente todas as fases do grupo, do power metal oitentista aos hinos mais recentes.
Para quem acompanha a banda há décadas ou está começando agora a explorar o universo do power metal, selecionamos 6 momentos e destaques mais esperados desse show.
Três vocalistas, uma história inteira no palco
Poucas bandas conseguem contar sua própria trajetória ao vivo com tanta fidelidade. A reunião de Michael Kiske, Andi Deris e Kai Hansen no mesmo show permite que músicas de eras completamente diferentes ganhem vida com suas vozes originais. Isso muda tudo: clássicos dos anos 80, fases mais pesadas dos anos 90 e a era moderna do Helloween convivem sem soar como nostalgia forçada.
Um setlist que passeia por quatro décadas
O grande trunfo dessa turnê é justamente o repertório. A expectativa é de um set longo, que passe por álbuns fundamentais como Keeper of the Seven Keys (Parte I em 1987 e Parte II em 1988), The Time of the Oath (1996) e Better Than Raw (1998) e também pelos trabalhos mais recentes. Não é exagero dizer que o show funciona quase como uma aula prática da evolução do power metal europeu.
O peso do novo álbum Giants & Monsters
Lançado em 2025, Giants & Monsters chega à turnê como prova de que o Helloween não está apenas celebrando o passado. As músicas novas mantêm a identidade épica e melódica da banda, mas com produção moderna e arranjos mais encorpados. Ao vivo, a tendência é que essas faixas soem ainda mais pesadas e diretas, equilibrando bem o clima de celebração com energia atual.
Superprodução e visual à altura da comemoração
O Helloween sempre levou a estética a sério, e essa turnê não deve ser diferente. A promessa é de palco grandioso, telões (LEDs) imersivos e elementos visuais pensados especialmente para representar os “gigantes” da própria história da banda. Não é só um show de metal — é um espetáculo que conversa com o imaginário épico do gênero.
A relação antiga (e barulhenta) com o público brasileiro
Se tem uma coisa que o Helloween conhece bem é a reação do público brasileiro. Andi Deris costuma puxar coros intermináveis, Kiske deixa as notas altas falarem por si e Kai Hansen segue sendo aquele maestro informal que conduz a plateia como se estivesse em um ensaio coletivo. A banda sabe que aqui o refrão não termina quando a música acaba.
Um novo palco para grandes shows em São Paulo
O Suhai Music Hall, inaugurado recentemente, entra no radar como possível novo ponto fixo para grandes turnês internacionais na cidade. Receber um show desse porte logo no início da sua história coloca a casa à prova — e também cria a expectativa de uma experiência mais confortável, moderna e bem estruturada para quem vive de shows grandes na capital. Quatro décadas depois, o Helloween segue fazendo o que sempre soube: transformar melodias épicas, refrões gigantes e energia de palco em uma celebração coletiva, agora com passado, presente e futuro dividindo o mesmo palco.
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Via: WikiMetal
