O inglês Deep Purple tem mais de cinquenta e cinco anos de carreira e vinte e três álbuns, ou seja, se trata de uma das bases do rock n’ roll. Além do mais, o Purple ainda se mantém super ativo no palco, com agenda de show cheia cobrindo lugares como América do Sul, Europa, Ásia e América do Norte, e em estúdio – vide =1.
Ian Gillan, vocalista e uma das forças ativas do grupo, concedeu uma entrevista ao Songwriting for Songwriters. Na conversa ele contou curiosidades da carreira e lembrou o encontro que teve com o cantor de ópera Luciano Pavarotti. Ian ressaltou que o ícone da música erudita italiana ficou com inveja de sua liberdade artística.
“No rock há uma liberdade enorme! Tive a sorte de cantar com Pavarotti algumas vezes. E um dia ele me disse: ‘Ian, ouvi você cantar Smoke on the Water seis vezes, e cada vez é diferente. Tenho tanta inveja disso.
No mundo da ópera, se eu mudar minha interpretação original de uma das minhas passagens mais famosas por um único detalhe, serei crucificado. Se eu mudar emocionalmente, tecnicamente ou de qualquer forma em relação à interpretação original, serei crucificado’. Mas você tem essa liberdade”.
Gillan continuou refletindo sobre essa liberdade que o rock n’ roll concede aos artistas e sobre o processo criativo do Purple.
“A performance depende do estado de espírito da banda. Nós temos muito mais liberdade no rock. Quando começamos o álbum In Rock, também lançamos, simultaneamente, um álbum que se chama John Lord’s Concerto for Group and Orchestra.
Então, foram dois trabalhos ao mesmo tempo! Mas eles foram um trampolim incrível para o início da trajetória da banda. Não nos preocupávamos com o resultado final, apenas nos expressávamos naturalmente na sala de ensaio”.
“É claro que tentaram nos aconselhar sobre o que fazer. Mas nós decidimos naquela época, depois de algumas cervejas, que iríamos ignorar todos eles e que nunca, jamais, seríamos escravos da moda. Acho que isso é muito importante”, finalizou a lenda do rock.
Via: RockBizz
