Se o indivíduo não morrer em tenra idade, o envelhecimento vai chegar para todo mundo, até mesmo para os nossos heróis da música. Isso é um fato, e tem gente que lida muito bem com essa realidade.
O frontman do Deep Purple, Ian Gillan, por exemplo, que está com 80 anos e não pensa em largar os palcos por enquanto, refletiu sobre o processo de envelhecimento em conversa com a revista Classic Rock.
“É interessante esse negócio de envelhecimento”, começou o artista. “Bem, ao longo da vida, você tem que lidar com isso: você envelhece a cada dia. É um processo lento, mas acontece. Quando você é jovem, escreve sobre carros velozes, mulheres fáceis e coisas do tipo, ou pelo menos era o que fazíamos naquela época. E isso é muito rock n’ roll, com muita garra e energia juvenil”.
O cantor britânico continuou explicando como a sua perspectiva mudou ao longo dos anos e com a maturidade.
“Comecei a pensar aos trinta e poucos anos: ‘Isso é ridículo, isso me deixa desconfortável’. Aí, você precisa encontrar outras coisas sobre as quais escrever. Coisas interessantes e inusitadas. Você precisa se adaptar, senão fica parecendo um tolo. Mas você pode escrever uma música sobre qualquer coisa, pelo menos na minha experiência”.
Gillan acabou tecendo alguns comentários sobre o seu limite pessoal: “Acho que se eu perder a energia, vou parar. Não quero envergonhar ninguém. Não estamos longe disso. Acontece aos poucos e você nem percebe.
Mas isso não é um trabalho normal. Tudo está na sua mente. A composição, com certeza, e a habilidade também. E esses caras com quem trabalho no Deep Purple parecem continuar melhorando. O difícil é mantê-los em nível baixo”.
Via: Rockbizz
