Para os cidadãos de bem que vão ao culto todos os domingos – ou todos os dias, o Iron Maiden é um agente das trevas. Nem tanto pela música, mas pelo aspecto artístico das capas, com Eddie estampando diferentes formas como nas capas de The Number Of The Beast, Purgatory, Killers e Piece of Mind.
A faixa The Number Of The Beast também exerceu forte influência nessa repulsa! A introdução da canção com uma passagem bíblica do livro de Apocalipse (12:12 e 13:18), com o vozeirão do ator Barry Clayton, e o refrão bradando o número 666, a imagem do grupo ganhou um verniz satânico.
Steve Harris, dono da bola, quis diversificar o conteúdo lírico do Iron Maiden porque estava farto das acusações de adoração ao Diabo.
Em 1984, durante uma entrevista à revista francesa Enfer, o vocalista Bruce Dickinson refletiu sobre o assunto.
“Steve disse que se ele ouvisse novamente que estávamos presos a histórias de Satanás e coisas do tipo, isso significaria que as pessoas nunca iriam entender o Iron Maiden. Então, diversificamos o conteúdo de nossas letras”.
É fato que o conteúdo lírico do Maiden é profundo, indo de espiritualidade e reencarnação até as guerras. Mesmo assim, The Number Of The Beast e outras canções de pegada “satânica” envelheceram bem, pois soam como bons contos de terror em forma de heavy metal.
Via: RockBizz
