
O KISS não pode voltar aos palcos sem a autorização da Pophouse, empresa suíça de entretenimento que comprou os direitos de catálogo, marca e propriedade intelectual da banda, em abril de 2024.
Em entrevista à rádio 94.7 WCSX, de Detroit, Gene Simmons explicou que o acordo com a Pophouse envolve elementos como a maquiagem, as músicas e os direitos de publicação do KISS. A parceria também prevê novos projetos relacionados à marca, incluindo filme, animações, parque temático e o aguardado show com avatares. [via Blabbermouth].
“Tive uma espécie de epifania. Sabe, o KISS foi vendido — a maquiagem, as músicas, os direitos autorais e tudo mais — por uma [grande quantia em dinheiro]. E uma ótima empresa chamada Pophouse é nossa parceira. Estamos envolvidos juntos no futuro, então haverá um filme, cujo elenco está sendo selecionado agora, e haverá desenhos animados, parque temático, o que você imaginar, tudo está por vir. Então, será maior e melhor do que vocês já ouviram, incluindo a série de avatares. Mas isso também significa que o KISS não pode se apresentar ao vivo sem a permissão da Pophouse, porque eles são donos da maquiagem e de tudo mais”, disse ele.
A declaração ajuda a explicar por que Simmons segue fazendo shows com sua banda solo, mesmo após o fim da turnê de despedida do KISS. Para o baixista, ficar longe dos palcos nunca esteve nos planos.
“Eu não queria ficar longe do palco. É a coisa mais divertida. Estar naquele palco e arrasar é a coisa mais divertida que posso imaginar vestindo minhas calças. E acontece uma mágica ali. “Podemos ficar aqui conversando sobre isso superficialmente, mas imagine ser um pintor, pintar algo, ficar muito orgulhoso e a obra ficar na sua sala de estar sem que ninguém a veja […] Então, não consigo ficar longe dos palcos. Eu amo isso demais”, confessou Gene.
Kiss vendeu catálogo, marca e propriedade intelectual por R$ 1,5 bilhão
Em abril de 2024, o KISS anunciou a venda de seu catálogo, marca e propriedade intelectual para a empresa suíça de entretenimento Pophouse por um valor estimado de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão – na cotação da época.
O acordo foi feito para ajudar a desenvolver e expandir ainda mais o legado do Kiss globalmente, bem como preservar a sua imagem e música para as gerações futuras.
Cofundada por Björn Ulvaeus, do ABBA, Pophouse ganhou projeção internacional após criar o espetáculo ABBA Voyage, que utiliza avatares digitais para recriar apresentações da banda sueca.
Os termos financeiros da transação não foram divulgados e os membros da banda continuarão a desempenhar um papel ativo no desenvolvimento dos próximos projetos como um filme biográfico, um show de avatares e uma experiência com o tema Kiss. Esses projetos já estão em andamento.
A primeira aquisição da empresa foi o catálogo de Cyndi Lauper. Este ano, Pophouse fez uma negociação com o Iron Maiden, que inclui uma participação nos direitos de publicação e nas gravações originais (masters), bem como nos direitos de nome, imagem e semelhança (NIL). Segundo a Billboard, a Pophouse adquiriu 50% desses ativos, além do catálogo musical do grupo, direitos relacionados ao mascote Eddie e à propriedade intelectual do Iron Maiden.
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Via: WikiMetal
