Para quem não nasceu em berço de ouro, a vida é bastante dura e não dá margem para corpo mole e desânimo, caso a pessoa queira vingar, ter um certo conforto material e envelhecer com dignidade.
Se a pessoa deseja se aventurar pelas artes, a coisa fica ainda mais complexa. E todos nós sabemos que não faltam os exemplos de músicos que comeram o pão que o diabo amassou para ter uma carreira.
E quem falou sobre isso recentemente foi a frontwoman do Halestorm, Lzzy Hale, que passou um inferno para gravar seu primeiro disco, que é autointitulado e saiu em 2009.
No novo episódio do podcast Heavy Stories, ela contou: “Tínhamos ido de carro para Los Angeles [vindo de sua cidade natal, Red Lion, Pensilvânia] pela primeira vez, só para tentar encontrar um produtor e talvez compor algo, nos inspirar. As coisas deram errado porque a gravadora demitiu o nosso contato.
Ficamos presos na Califórnia e não tínhamos dinheiro para voltar para casa. Sobrevivemos a um deslizamento de terra, uma enchente, um incêndio e um terremoto. Vivíamos com cerca de 20 dólares por dia, e sempre que algo assim acontecia, pegávamos os poucos dólares que tínhamos e íamos até a mercearia da esquina comprar a garrafa de champanhe mais barata, por 5 dólares”.
“Não importa o que acontecesse, éramos nós quatro contra o mundo! Um brinde a nós”, festejou a cantora. “E fazíamos isso sempre, só para manter o moral elevado e pensar: ‘Será que estamos loucos por fazer isso? Provavelmente’! Mas era o nosso sonho fazer a banda acontecer”.
E por falar em Halestorm, o grupo lançou em agosto de 2025 pela Atlantic Records o seu novo disco, o sexto de sua carreira, que se chama Everest.
Além da vocalista e guitarrista Lzzy Hale, o Halestorm conta com os trabalhos de Arejay Hale (bateria), Joe Hottinger (guitarra) e Josh Smith (baixo). Foi este time, que ao lado do produtor Dave Cobb (Brandi Carlile, Chris Stapleton, Jason Isbell), que deu vida a Everest.
Via: RockBizz
