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Maratona Emo: 13 horas de suor, lágrimas e gritos na I Wanna Be Tour, mas com suporte total do Camarote Backstage Mirante

5 meses ago

O Allianz Parque, templo do futebol e da música em São Paulo, virou neste sábado (30) um verdadeiro altar do emocore e do pop-punk. Foram quase 13 horas de riffs, refrões cortantes e uma multidão vestida de preto, tênis gastos e olhos pintados de delineador. A I Wanna Be Tour desembarcou na capital paulista com um lineup que fez corações de fãs dos anos 2000 baterem mais forte: Good Charlotte, Fall Out Boy, Yellowcard, Fresno, For Fun, The Veronicas e Dead Fish, todos dividindo o mesmo palco, que já era divido em dois estágios, lado a lado, na mesma maratona.

Mas encarar um festival desse tamanho não é tarefa simples. O sol não deu trégua, as filas testaram a paciência e a energia teve que ser calculada como em uma guerra de resistência. Quem “sobreviveu” até o último acorde, saiu com a certeza de ter vivido uma das jornadas mais intensas do calendário roqueiro de 2025.

O preço da entrega total

“Talvez eu tenha exagerado um pouco. Pulei em todas as músicas desde as 11h, agora meu pé está doendo. Me acabei. Não vai dar para ver o Fall Out Boy hoje”, confessou, entre risos cansados, a designer Gabrielle Matos, enquanto deixava o estádio na metade do show do Good Charlotte, penúltima atração da noite. O semblante era de derrota, mas o brilho nos olhos mostrava que a batalha tinha valido a pena.

Ao lado dela, o namorado Thayan Val também carregava as marcas da maratona: rosto vermelho de sol, pernas bambas e um sorriso largo. “Quase dois soldados emos no fim da batalha, né? (risos). Nem pensei em protetor solar. Mas a gente curtiu muito tudo. O festival foi demais”, resumiu, como se estivesse levantando um troféu invisível.

Estratégias de sobrevivência

Enquanto alguns se entregavam até o limite físico, outros preferiram jogar com a tática. A funcionária pública Laiana Almeida, 30, garantiu logo de cara o pacote no Camarote Backstage Mirante. De lá, assistiu a tudo com direito a open bar, open food, maquiagem para retocar o visual e até after show. “Eu não queria ver todos os shows, então garanti um lugar para descansar e com acesso fácil aos banheiros. Valeu cada centavo”, disse, sem sinais de cansaço, enquanto boa parte da pista ainda tentava achar forças para mais um mosh.

Já os irmãos Lucas e Leandro Santos improvisaram um revezamento de energia e bateria de celular. “Esquecemos o carregador. Aí o Lucas vai tirar umas fotos agora e eu garanto o fim do festival”, explicou Leandro, que manteve o celular no bolso como se fosse uma relíquia de guerra. “Fora isso, tá suave. Com cerveja e banheiro fácil eu aguento até o dia inteiro. Viva o emo!”, completou Lucas, brindando o refrão de “Ocean Avenue” do Yellowcard como se estivesse de volta a 2003.

Entre perrengues e celebrações

Os portões abriram cedo, às 10h, e quem não preparou uma “mochila de sobrevivência” sofreu com sol, sede e a maratona de filas. Ainda assim, cada acorde parecia compensar qualquer contratempo. O público cantou junto com Fresno, reviveu memórias com For Fun, abriu rodas com o hardcore do Dead Fish, e chorou de nostalgia com os hits radiofônicos do The Veronicas.

Quando o Good Charlotte subiu ao palco, o Allianz já era uma explosão de vozes: um mar de braços levantados, celulares gravando e lágrimas se misturando ao suor. E ainda havia Fall Out Boy para fechar a noite, carregando o peso de encerrar um evento que foi mais do que um festival: foi um rito de passagem, uma celebração de uma geração que encontrou na música a sua identidade.

Rock, resistência e Camarote

Assim como os fãs que se dividiram entre pista, arquibancada e camarote, nós, do Sempre Um Rock, também encaramos essa maratona. Entre um refrão gritado e outro, nos reabastecemos no Camarote Backstage Mirante, aproveitando o conforto de open food e open bar, além da facilidade dos banheiros e de ir e voltar para a pista premium. A cada pausa, um respiro; a cada volta, mais energia para encarar a avalanche de hits.

No fim, o saldo foi unânime: dores no corpo, mas alma leve. Porque o rock, e seu irmão mais sentimental, o emo, não é só música. É catarse, memória, reencontro. E a I Wanna Be Tour deixou claro que, pelo menos por um dia inteiro, São Paulo foi a capital mundial do emocore.

POR: SEMPRE UM ROCK

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