Max Cavalera (Killer Be Killed, Nailbomb, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura) é um artista com mais de trinta anos de carreira no heavy metal. É uma vitória e tanto para qualquer artista, contudo, fica ainda mais especial para um brasileiro, pois o mercado nacional nunca foi benevolente com a música pesada.
Em entrevista ao canal finlandês Chaoszine, Max comentou que acha muito difícil bandas novas se firmarem no mercado musical. Devido ao novo formato de negócio com streamings imperando na cena, isto impediu muitas bandas a sobreviverem e prosperarem.
“É difícil! É muito difícil”, disparou Cavalera. “As vendas de discos hoje em dia são muito diferentes de 25 anos atrás. Quando o Soulfly surgiu, o primeiro álbum foi disco de ouro nos Estados Unidos. Roots (Sepultura) e Primitive (Soulfly) também foram discos de ouro. Eles venderam milhares e milhares de cópias.
Isso não acontece mais. Agora você tem que fazer tudo. Você tem que usar as redes sociais. Você tem que sair em turnê. Você tem que vender camisetas. Você tem que ser criativo. Então, é algo bem difícil”.
Max continuou em tom pessimista: “Acho que para uma banda jovem que está começando agora, é muito difícil. Está mais difícil do que antes. Mas as coisas são como são. Eles criaram esse monstro e não sabem como consertá-lo. É uma pena que os músicos acabem pagando o preço por isso”.
“Fico feliz que pelo menos ainda estejamos fazendo álbuns. Existem fãs que amam vinil, que amam a cópia física. Ainda existe paixão por essa música, e eu adoro isso. É por isso que continuarei fazendo discos, porque acredito no álbum, acredito no poder de um disco.
Acredito no poder de um álbum. É algo mágico. É algo legal. É algo incrível. Eu ouço meus discos antigos, ouço discos novos. Estou sempre buscando inspiração pelo álbuns. Acho isso incrível”, arrematou o músico deixando o ar cético de lado.
No final de novembro, o Soulfly lançou o álbum Chama pelo selo alemão Nuclear Blast Records. O disco é um verdadeiro retorno às origens espirituais do grupo que, de alguma forma, carrega uma vitalidade e modernidade contemporâneas.
O trabalho teve sua gravação no Platinum Underground Studio, em Mesa, Arizona, por John Aquilino, engenheiro de som que já trabalhou com Max em diversas ocasiões. A produção ficou por conta de Zyon Cavalera e Arthur Rizk, com este último também responsável pela mixagem e masterização. Já a arte da capa ficou sob a tutela de Carletta Parrish.
Chama está disponível em algum formatos como CD, vinil preto, vinil colorido (amarelo e vermelho), vinil picture disc e digital (download e streaming).
Track listing de Chama:
01. Indigenous Inquisition
02. Storm the Gates
03. Nihilist
04. No Pain = No Power
05. Ghenna
06. Black Hole Scum
07. Favela / Dystopia
08. Always Was, Always Will Be…
09. Soulfly XIII
10. Chama
Via: RockBizz
