Max Cavalera (Killer Be Killed, Nailbomb, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura) é um artista com mais de trinta anos de carreira no heavy metal. É uma vitória e tanto para qualquer artista, contudo, fica ainda mais especial para um brasileiro, pois o mercado nacional nunca foi benevolente com a música pesada.
Mesmo assim, em meados da década de 1990, quando o Sepultura estava voando alto com o lançamento de seu sexto álbum de estúdio, Roots, Max pulou fora do barco, deixando o resto do conjunto e equipe a ver navios.
O primeiro fator significativo, que posteriormente levou à saída do músico, foi a decisão da banda de romper relações com a empresária, Gloria, que também é esposa do brazuca. Tal decisão criou uma cisão entre os membros.
O frotnman considerava o trabalho de Gloria bem-feito e de suma importância aos bons resultados que o grupo estava acumulando. Já a outra parte não via dessa forma, achava que a empresária tentava, por exemplo, transformar o grupo numa espécie de banda de apoio de Max.
Agora, durante conversa com a revista inglesa Metal Hammer, o Cavalera disse que não se arrepende de ter deixado o Sepultura. Ele declarou que manteve sua integridade.
“Tenho orgulho das coisas que conquistamos no Sepultura, de fazer discos tão incríveis que impactaram pessoas de tantas partes do mundo e de diferentes estilos de vida. Muitas pessoas adoram o catálogo da era Max. Tenho muito orgulho dele. Aprendi muito com tudo isso. Até nos momentos difíceis”.
O brasileiro complementou: “Uma coisa da qual me orgulho em deixar o Sepultura é que me mantive firme na minha posição. Se eu tivesse permanecido com eles, teria sido um erro para a minha integridade. Eu não conseguia cantar aquelas músicas naquele ambiente. Estava me matando, então tive que tomar uma posição e tomar uma atitude drástica. Nunca me arrependi dessa escolha”.
Via: Rockbizz
