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Músico é um vendedor que precisa encarar sua carreira como uma empresa, segundo Felipe Andreoli (Angra)

3 horas ago


Muitas pessoas, principalmente no Brasil, que estão se aventurando no mercado fonográfico ainda não se deram conta que a parte dos negócios é tão importante quanto o lado artístico. Infelizmente, por este e outros motivos, nós vemos bandas não galgando espaço na cena e até encerrando as atividades.

Em conversa com o pessoal do Lado A Podcast, o baixista do Angra, Felipe Andreoli, teceu alguns comentários sobre o tema. Ele ainda pontuou que o músico é um vendedor que precisa encarar sua carreira como uma empresa.

“É importante a paixão pela música, é fundamental, é o primeiro lugar”, começou Felipe. “Mas se você quer vender, porque essa é a palavra. Quando você grava um disco, quando você faz um show, você está vendendo disco, streaming e ingresso. Você virou um vendedor”.

Ele continuou: “Se você virou um vendedor, você tem um produto. E se você tem um produto, você tem que encarar aquilo como uma empresa que vende esse produto, que faz o marketing, que faz a estratégia da empresa. E para fazer tudo isso é como qualquer mercado, você precisa entender o mercado e como ele é feito”.

“E nada melhor do que conversar com quem chegou lá, ou entender de quem está nesse mercado”, chamou a atenção o artista brasileiro. “Infelizmente, o Brasil não é como outros países que tem aula de music business ou tem mentalidade de business. Aí, o cara fica muito focado na arte, mas não tem ideia do que tem por trás”.

“Começa pela arte, mas, como tudo nesse mundo, existe uma linha de produção, marketing, venda, entrega e etc. A galera precisa ter essa noção. Mas a motivação inicial é a arte, é o prazer de tocar”, finalizou Andreoli.



Via: RockBizz