Em recente entrevista ao jornalista Gabriel Zorzetto, do Estadão, o roqueiro Nasi (Ira!) avaliou se é uma pessoa de sangue quente. O cantor comentou que não é um cara briguento por natureza, no entanto, destacou que não aceita injustiça.
“Há um estereótipo sobre mim que eu acho que não condiz com a verdade. Não sou um cara briguento por natureza, só que eu sou um cara firme em minhas convicções e não aceito injustiça”, afirmou Marcos Valadão Ridolfi – nome de batismo do músico.
Ele continuou: “Tive momentos de apaziguador que ninguém fala. Não sei se você está querendo falar, por exemplo, sobre o fatídico show de Contagem. Acho que ali eu dei uma escorregada no final. Não me arrependo do que eu falei, até a página dois. Não puxei o coro ‘sem anistia’. Eu só aplaudi, endossei o público e falei ‘sem anistia’ com eles.
Depois o grupinho lá do fundo, que nem estava prestando atenção no show, começou a vaiar. E aí falei tudo aquilo, chamei eles de reacionários, que não entenderam a história e a música do Ira!. Eu não expulsei ninguém de lá, ninguém saiu. O show continuou normal”.
Nasi encerrou lembrando de um acontecimento bizarro da história brasileira: “Eu poderia ter imitado o Caetano Veloso. Nos anos 60, o Caetano, num desses festivais da música brasileira, quando ele usou uma banda de rock, ele foi vaiado por um público de esquerda, que era contra a guitarra elétrica.
E ele parou e disse: ‘É essa a juventude que quer mudar o Brasil’?. Eu deveria ter feito isso no final, ter falado: ‘É essa direita que quer mudar o Brasil? Que apoia o que aconteceu no 8 de janeiro? Que apoia Golpe de Estado’”?
Para quem não sabe, Nasi botou alguns bolsonaristas para correr de um show do Ira! em Contagem, o qual rolou no dia 29 de março. Após o episódio, o grupo sofreu boicote de alguns promotores de show, mas conseguiu contornar a situação e está com compromissos até o começo de dezembro.
Via: RockBizz
