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Nile retorna a São Paulo em março: egiptologia convertida em death metal técnico

1 semana ago

O Nile, um dos nomes mais respeitados do death metal mundial, retorna a São Paulo no dia 22 de março de 2026 para um show no Burning House. A apresentação marca a nova fase da banda com Adam Roethlisberger assumindo o baixo e os vocais, além de divulgar o álbum mais recente, The Underworld Awaits Us All, décimo trabalho de estúdio do grupo.

A produção é da Vênus Concerts em parceria com a Caveira Velha, e os ingressos já estão à venda pelo site da 101 Tickets.

A passagem pelo Brasil inclui ainda shows em Brasília (20/03) e Fortaleza (21/03), como parte da turnê latino-americana organizada pela LBN Agency.

Formado em 1993, nos Estados Unidos, o Nile construiu uma identidade única ao unir death metal técnico e extremo com referências históricas do Antigo Egito e de culturas do Oriente Médio e da África — conceito que a própria banda define como “Ithyphallic Metal”.

A entrada de Roethlisberger trouxe novo fôlego às apresentações ao vivo, segundo o guitarrista e fundador Karl Sanders. A boa fase ficou evidente nas primeiras datas da nova formação, incluindo um registro completo no Rock Hard Festival 2025, na Alemanha.

O setlist recente reúne clássicos como “Stelae Of Vultures”, “To Strike With Secret Fang”, “Sacrifice Unto Sebek” e “Defiling The Gates Of Ishtar”, além de faixas do novo álbum.

Com uma discografia sólida e cultuada — incluindo títulos como Black Seeds of Vengeance, In Their Darkened Shrines e Annihilation of the Wicked —, o Nile segue reafirmando seu status como um dos pilares do death metal extremo. O novo disco foi amplamente elogiado pela crítica internacional, com a Loudersound destacando que “ninguém soa como o Nile”, enquanto a Kerrang! afirma que o trabalho “captura a banda no seu melhor”.

Erebobos, banda de abertura

A abertura da noite ficará por conta da Erebobos, banda formada em 2022 no Rio de Janeiro. O grupo aposta na fusão entre black metal atmosférico e death metal clássico e violento, resultando em um som denso e agressivo, que a própria banda define como blackened death metal.

A proposta da Erebobos passa pela busca de uma arte obscura, combinando brutalidade sonora com atmosferas sufocantes e carregadas de tensão. O nome do grupo carrega forte simbolismo: une a figura de Erebos, da mitologia grega — personificação da escuridão primordial — ao conceito do Ouroboros, a serpente que devora a própria cauda, símbolo ancestral ligado a ciclos, morte, renovação e renascimento.

Com essa identidade estética e sonora bem definida, a Erebobos promete preparar o terreno para uma noite extrema e intensa em São Paulo.

Via: TedescoMidia