O baterista Iggor Cavalera bateu um breve papo com a revista Metal Hammer para lembrar como foi o seu começo de carreira na cidade mineira Belo Horizonte. O brasileiro também contou foi o seu primeiro contato com o heavy metal nos anos 1980.
“No Brasil, especialmente no início dos anos 80, tudo girava em torno do samba, ninguém falava de metal”, disse o caçula dos Cavalera. “Tocar metal no Brasil naquela época era inédito. Quando o Sepultura começou, nós não tínhamos formação em artes, então fazíamos as coisas sem medo”, pontuou.
O mineiro continuou: “Meu primeiro contato com o metal não foi pelas rádios. Era basicamente troca de fitas – você recebia uma fita, trocava com amigos e, por meio disso, descobria uma nova cena de bandas. Às vezes, recebíamos uma fita gravada duzentas vezes, então soava uma merda, a qualidade piorava cada vez mais a cada cópia, até soar malvada”.
“O metal tem uma linguagem própria. Quando tocávamos no Brasil no início dos anos 80, nós queríamos nos comunicar com a distorção e as batidas de um Sabbath ou Motorhead, mas encontrando a nossa própria maneira de expressar isso”, concluiu o músico.
Iggor Cavalera possui mais de trinta anos de carreira, a qual rendeu dez discos de estúdio com o Sepultura e quatro álbuns com o Cavalera Conspiracy, que é um projeto ao lado do irmão, Max. Ele também assinou o nome em obras da Rita Lee, Titãs, Nailbomb e outros.
Via: RockBizz
