Desde que ganhou forma e corpo de banda profissional, o Iron Maiden foi galgando postos cada vez maiores na cena heavy metal. Steve Harris e companhia abriram shows do KISS, por exemplo, mas logo conseguiram firmar posição de headliner, com os fãs chancelando cada passo a frente do quinteto.
Depois que Paul Di’Anno saiu e entrou Bruce Dickinson, as possibilidades se tornaram infinitas, com isso os caras deram vida a obras como The Number of the Beast (1982), Piece of Mind (1983), Powerslave (1984), Somewhere in Time (1986) e Seventh Son of a Seventh Son (1988).
Contudo, depois de Seventh Son, que chegou com contornos progressivos, a banda decidiu seguir por um caminho diferente, mais simples do que os arranjos pomposos de seu último registro de estúdio dos anos 1980.
Talvez uma influência inconsciente do que estava florescendo no mercado fonográfico estivesse exercendo força para que o Maiden voltasse ao simples. O básico, no entanto, não precisava ser desprovido de vigor artístico.
O guitarrista Adrian Smith não ficou nada feliz com os rumos que a empresa estava tomando, e resolveu abandonar o barco. Janick Gers, veterano músico da cena inglesa dos anos 80 e parceiro de Dickinson em sua estreia solo, Tattooed Millionaire, chegou para ocupar a vaga aberta.
Infelizmente, o primeiro álbum do Iron na década de 1990 ficou aquém de suas possibilidades musicais e visuais. A obra musical acabou deixando a Donzela de Ferro com as costas contra a parede.
Lançado no dia primeiro de outubro de 1990, No Prayer For The Dying carece de energia e intensidade. Até mesmo a capa, a última arte de Derek Riggs para o grupo, parece sem inspiração e não causa aquela gostosa sensação de “namorá-la” ao curtir o disco.
Apesar de tudo, No Prayer For The Dying já vendeu quase um milhão de cópias, conquistou o segundo lugar nas paradas de sucesso da Inglaterra e forneceu dois singles para brigar por um lugar nas paradas de sucesso: Holy Smoke e Bring Your Daughter… to the Slaughter.
Não é um case de sucesso como Powerslave, The Number of the Beast ou Somewhere in Time, no entanto, passa longe de ser um fiasco como St. Anger (Metallica), Carnival of Souls: The Final Sessions (KISS) ou Cycles of Pain (Angra).
Via: RockBizz
