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Noite de peso e entrega com Demon Hunter e P.O.D. no Carioca Club

2 meses ago

Noite de peso e entrega com Demon Hunter e P.O.D. no Carioca Club

Com uma pontualidade britânica que já começou a ganhar o público, o Carioca Club foi o palco de uma noite que prometia muito — e entregou tudo. A icônica casa em Pinheiros recebeu uma legião de fãs prontos para uma celebração de peso e técnica.

Demon Hunter: Intensidade e perfeição técnica O Demon Hunter entrou em cena com uma energia absurda e uma execução impecável. O setlist foi um prato cheio tanto para quem acompanha os lançamentos recentes quanto para os fãs das antigas. Teve o hit novo “Sorrow Light The Way” (do álbum de 2025, There Is A Light Here), mas o que arrepiou mesmo foi a sequência de clássicos como “Infected”, “Not Ready To Die” e “Undying”.

Houve espaço para a emoção tomar conta com “Dead Flowers” e “My Heartstrings Come Undone”, criando aquele clima único entre banda e plateia. Para fechar, eles entregaram o “hino” “The Last One Alive” e emendaram com a pesadíssima “Storm The Gates Of Hell”. O momento alto foi ver o vocalista Ryan Clarke descendo para o meio da galera, literalmente incendiando o mosh e preparando o terreno para o que viria a seguir.

P.O.D.: Carisma e união no palco O P.O.D. mostrou por que é uma banda tão sólida e querida. O carisma dos caras é fora do comum, especialmente do guitarrista Marcos Curiel e do frontman Sonny Sandoval, que domina o palco como poucos. O show já começou lá no alto com “Southtown” e o clima explodiu de vez logo na terceira música, o clássico “Boom”.

 

O diferencial do P.O.D. é essa vibe de comunidade: em vários momentos, fãs e até crianças subiram ao palco, reforçando aquela mensagem de união e esperança que é a marca registrada das letras da banda. Teve ainda a participação especial de Ryan Clarke em “Drop” e um cover surpreendente de “Don’t Let Me Down”, dos Beatles. Na reta final, foi um hit atrás do outro: um trecho de “Sleeping Awake”, a indispensável “Youth Of The Nation” — com um momento caloroso onde jovens se juntaram à banda no palco — e um encerramento épico com “Afraid To Die”, “Satellite” e o hino “Alive”.

A estrutura da casa ajudou a potencializar a experiência. O som estava equilibrado, permitindo ouvir cada detalhe dos pedais duplos do Demon Hunter e a levada mais groovada do P.O.D. Além disso, a proximidade do palco com o público criou aquela atmosfera de “caldeirão”, onde o calor da pista e a entrega das bandas se fundiram em uma coisa só, transformando a casa em um verdadeiro templo do rock naquela noite.

Ao final, o que se viu foi mais do que apenas dois shows, mas um encontro de gerações de fãs. Ver famílias inteiras, de pais a filhos pequenos, vibrando com mensagens positivas e som pesado, mostra que tanto o Demon Hunter quanto o P.O.D. conseguiram transcender o tempo. Saímos do Carioca com a alma lavada e a certeza de que o rock, quando feito com verdade e carisma, ainda tem um poder de conexão inigualável.

Resenha: Pam Gaiguer
Fotos: Heitor Mota

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