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O dia em que o Korn tocou no Brasil com baixista de 12 anos de idade

5 horas ago


Tye Trujillo e Jonathan Davis. Crédito: Reprodução/Instagram

A passagem do Korn pelo Brasil em 2017 ficou marcada por um momento inusitado. O show no país fez parte da turnê de divulgação de The Serenity of Suffering, disco lançado em outubro de 2016, que trouxe a banda de volta a uma sonoridade mais pesada, com forte recepção do público. 

O Korn iniciou uma série de apresentações que se estenderam até o fim de 2017. Com a ótima recepção do álbum, o grupo intensificou a agenda com shows na América do Norte e na Europa. Em 2017, a turnê se expandiu até a  América do Sul, que entrou na rota em abril com apresentações no Brasil e em outros países da região. 

Agora, o Korn retorna ao Brasil pela sétima vez com show único em São Paulo, no dia 16 de maio. A banda se apresenta no Allianz Parque com abertura do SpiritboxSeven Hours After Violet e Black Pantera. Os ingressos ainda estão à venda por meio da plataforma Eventim

Baixista Fieldy se afasta por motivos pessoais

O período ficou marcado por uma mudança importante na formação ao vivo. O baixista original Reginald “Fieldy” Arvizu não participou da turnê sul-americana alegando motivos pessoais. A partir disso, ele não voltou mais a fazer shows com a banda.

A ausência Fieldy em turnês do Korn está ligada a mudanças de prioridade em sua vida. Em declarações públicas na época, Fieldy afirmou que decidiu se afastar para lidar com problemas pessoais e hábitos que vinham afetando sua rotina e relações. A decisão partiu dele próprio, como forma de buscar equilíbrio fora da intensa agenda de shows da banda.

“Nos últimos 6 anos, lidei com alguns problemas que me fizeram recair em alguns dos meus maus hábitos algumas vezes e causaram certa tensão com as pessoas ao meu redor. Foi sugerido que eu tirasse um tempo para me curar”, escreveu.

Com o tempo, entrevistas revelaram um distanciamento maior. Fieldy chegou a afirmar que não mantinha contato com os integrantes há anos. O baixista também demonstrou interesse em um estilo de vida mais tranquilo, longe das turnês constantes. “Estou me sentindo ótimo, me divertindo muito. Acho que nunca estive tão feliz”, afirmou. 

A escolha do novo baixista

Para não cancelar os shows, a banda contou com uma escolha bastante inusitada para assumir o posto de baixista temporariamente. O selecionado foi Tye Trujillo, filho de Robert Trujillo, que tinha apenas 12 anos de idade na época.

O jovem já tocava em bandas escolares e acabou escalado para todos os shows sul-americanos. Como era menor de idade na época, seu pai o acompanhou durante toda a turnê. 

A escolha de Tye surgiu de forma espontânea, conforme revelou o guitarrista James “Munky” Shaffer à NME:

“Houve um momento em que alguns caras do Metallica, Jonathan [Davis, vocalista do Korn] e Fieldy se encontraram por acaso no lounge de alguma companhia aérea, e Robert falou algo como, ‘Hey, vocês já viram meu filho tocando baixo?!’ Eles assistiram a alguns vídeos e Jonathan e Fieldy ficaram tipo, ‘Uau, ele é bom demais!’ Quando descobrimos que Fieldy não poderia ir à América do Sul com a gente, ele mesmo sugeriu o Tye. Não é apenas um substituto – esse é o DNA de Robert Trujillo, um dos maiores baixistas do planeta! Você consegue ver – é muito louco como você consegue ver traços do pai nele”.

Tye Trujillo desembarcou no Brasil para shows com o Korn

A estreia aconteceu em Bogotá, Colômbia, dia 17 de abril, e gerou grande repercussão, fazendo alguns fãs da banda desconfiarem do jovem músico. No Brasil, a banda passou por São Paulo (19/04 – Espaço das Américas), Curitiba (21/04 – Live Curitiba) e Porto Alegre (23/04 – Pepsi on Stage).

Em São Paulo, Tye subiu ao palco com energia e segurança. Segundo o site Uol, o “garoto não fez feio e teve até o seu momento solo na faixa ‘Shoots and Ladders’. Do backstage, Robert Trujillo assistiu e fotografou a apresentação do filho headbanger. No palco, era visível a empolgação do menino, que não parou de sacudir a cabeleira e botou os fãs do Korn para pogarem”.

Em entrevista à, NME “Munky” comentou sobre a turnê com o menino prodígio: “Tem sido ótimo, estamos nos divertindo! Ele está adorando. Seu pai está aqui conosco, passeando junto, gravando vídeos e participando do processo. Tye sabe umas 17 ou 18 músicas do KoRn, e ele sabe muito bem – é uma loucura. Todas as pausas e intervalos… é muito louco ver alguém tão jovem com tanto talento. Ele será um músico profissional, e saber isso de forma tão precoce é inspirador. Quando vamos aos shows, as pessoas querem tirar foto com ele, querem seu autógrafo – ele está meio sobrecarregado, mas está lidando com tudo isso assim como seu pai faz, que é de forma tranquila e modesta”.

Outras resenhas classificaram o show como previsível em termos de setlist, mas muito bem executado do início ao fim. “A banda em perfeita sintonia, incluindo o pequeno grande Tye, que fez muito bonito e conseguiu suprir o lugar do Fieldy à altura, sem mostrar insegurança em nenhum momento da apresentação”, disse o TMDQA! na época.

A participação foi temporária, mas se tornou um dos episódios mais marcantes da turnê. Atualmente, Tye Trujillo tem sua própria banda, OTTTO, e também toca com o Suicidal Tendencies.

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Via: WikiMetal