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Ozzy Osbourne e Black Sabbath inventaram o heavy metal e mudaram a estética da música contemporânea

7 meses ago


No final dos anos 1960, o movimento hippie não dava conta de dar voz a todos os sentimentos que estavam entalados no coração e na garganta das gerações após a Segunda Guerra. O cenário não era de paz, amor, incenso de patchouli e toda baboseira de gente bicho-do-mato.

A atmosfera era sombria e pesada, praticamente claustrofóbica e sem um pingo de vislumbre de algo positivo. No entanto, quatro jovens da classe trabalhadora inglesa souberam ler o espírito do tempo e tiveram a sensibilidade de criar uma música que falasse diretamente com as pessoas que se sentiam à margem do ideal flower power.

Para uns indivíduos, a música de Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) era apenas uma cacofonia. Outras pessoas sempre cismaram que o trítono de suas canções eram invocações ao Capiroto.

Porém, se tratava da mais fina flor que a música contemporânea pôde conceber. Mesmo com certa relutância de seus criadores, o batismo do novo gênero musical foi de heavy metal.

A receita era composta por muitos riffs colossais, letras profundas, cozinha sofisticada assentada no jazz, blues e na arte de nomes da motow e o vocal era tão potente quanto a intensidade do Sol.

“Estávamos fazendo o oposto do que estava acontecendo na época”, disse Osbourne em bate-papo com a Loudwire. “Todas aquelas coisas de amor do final dos anos 60 me deixavam muito enojado. Queríamos conhecer o lado sombrio da vida”.

Nos quatro cantos do globo, a música do Black Sabbath ganhou eco. Discos como Black Sabbath (1970), Paranoid (1970), Master of Reality (1971), Vol. 4 (1972) e Sabbath Bloody Sabbath (1973) mudaram a estética da primeira arte e provou que com “apenas” vocal, guitarra, baixo e bateria poderiam causar um estrago sonoro de proporções infinitas.

Nós, que nos regozijamos ao som do nosso amado heavy metal, temos um dívida com os quatro gênios de Birmingham, Inglaterra.

Nesta fatídica terça-feira, dia 22 de julho, data em que perdemos o nosso eterno Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, que a música do Sabbath se faça ainda mais vibrante em nossas vidas e que jamais seja esquecida pelas gerações futuras.



Via: Rockbizz

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