Durante conversa com a revista Vanity Fair, Paul McCartney reclamou do lobby e revisionismo a favor de John Lennon após sua morte. O músico britânico citou Jan Wenner, fundador da Rolling Stone, e a viúva do Lennon, Yoko Ono, como agentes desse movimento.
“Jan e eu tivemos um desentendimento que não me tornou amigo dele depois”, lembrou Paul. “Ele me perguntou: ‘Você apresentaria John Lennon no Rock & Roll Hall of Fame. Eu disse que sim, mas, depois de desligar o telefone, pensei: ‘E eu? Não fui homenageado e John será’”.
McCartney continuou: “A questão sobre John Lennon e McCartney era que sempre fomos iguais. Mas, depois que John foi assassinado, ele simplesmente se tornou o mártir. Começou um revisionismo. E Yoko Ono ajudou nisso. Jan também teve um papel importante nisso”.
Em tom bastante irônico, Paul completou: “John era tudo. Ele era tudo nos Beatles. Ele era a força motriz dos Beatles. Ele fez e criou tudo. Bem, eu era o cara que apenas reservava os estúdios”.
Manter uma relação de trabalho no nível gigante como Paul McCartney e John Lennon, Mick Jagger e Keith Richards, Roger Daltrey e Pete Townshend, Ozzy Osbourne e Tony Iommi e tantos outros, é muito difícil.
É como se equilibrar no fio da navalha, pois questões como ego, vaidade, dinheiro e fama entram na conta, e tudo pode ruir com a presença destas chagas morais.
Via: RockBizz
