Quem curte o fantástico mundo das seis cordas sabe que toda reverência é pouca ao saudoso mestre Jimi Hendrix. O norte-americano estava à frente de seu tempo em todos os sentidos como técnica, timbre e, principalmente, nas performances, que eram incendiárias e destruidoras – com perdão do trocadilho.
Jeff Christie, do The Outer Limits e Christie, que fez turnê com Jimi em 1967, lembrou, durante um bate-papo com o pessoal da Guitar, como Hendrix começou a quebrar suas guitarras no palco.
“Ele era bem tímido e muitas vezes simplesmente passava por você com um sorriso tímido e dizia frases pequenas como: ‘Nossa, espero que meu cabelo não esteja muito bagunçado’. Mas eu o observava todas as noites.
Em um certo show no Newcastle City Hall, ele teve problemas para afinar a sua Gibson Flying V, o que o deixou bem bravo. A situação ficou tão ruim que ele perdeu a paciência, virou-se e jogou a Flying V na parede de Marshall, que estava a cerca de sete metros de distância”.
Christie continuou: “Ele acertou o alto-falante central do amplificador, que acabou vibrando com feedback bem acima do onze. O amplificador também soltava uma espécie de fumaça. Mitch Mitchell, para não ficar atrás, chutou sua bateria, no estilo de Keith Moon, deixando Noel Redding, o único sobrevivente, tentando tocar baixo.
O palco inteiro virou uma zona de demolição. Todo mundo que estava nos bastidores ficou de boca aberta. Boa parte da plateia foi à loucura e adorou cada minuto! Era uma mistura de guitarra distorcida, feedback de baixo e pratos quebrados. Era muito caos, loucura e drama”.
Jeff acrescentou: “Eu sabia que isso era o teatro rock n’ roll. Ele chocava e causava pavor. Embora não fosse novidade, já que Townshend e Moon já haviam aberto o caminho, eu fiquei pasmo com aquilo.
O nome de Jimi foi ganhando ainda mais fama. Então, o ato de quebrar e incendiar as guitarras se tornaram corriqueiros nas apresentações dele”.
Veja no player abaixo Jimi Hendrix “castigando” uma de suas guitarras:
Via: RockBizz
