Robert Plant conquistou o mega estrelato no rock n’ roll sendo a figura de centro do Led Zeppelin. Com seu alcance vocal de tenor, o britânico impôs muita personalidade e sensualidade na forma de desempenhar sua função na banda.
A união destes atributos e muitos outros ao repertório singular do Led, o sucesso foi inevitável em seus oito trabalhos de estúdio da década de 1970. Da crueza de Led Zeppelin (1969), passando pela pegada folk de Led Zeppelin III (1970) e chegando até o opus magnum Physical Graffiti, a discografia dos caras é um baú cheio de tesouros.
Portanto, o roqueiro tem uma ampla importância ao rock n’ roll, bem como competência artística, a qual o fez entrar para a história do estilo.
Dito isso, Plant sabe o que funciona no mercado fonográfico e o que não tem aderência na cena musical. Em 2005, durante entrevista ao jornal The Guardian, Robert Plant disse que o vício em sucesso é uma armadilha mortal para as grandes bandas.
“Não é essa a grande armadilha? Você se torna bem-sucedido e então tem que imitar seu sucesso para as pessoas que o colocaram lá, e a coisa vira a mesma coisa de sempre. Há tanta gente que se contenta com números, tanta gente que se compromete ou se acomoda”.
“Parte disso é um vício em sucesso! Quero dizer, não há nada como ouvir uma multidão vibrar, no entanto, há também o problema de que, não importa o que você faça, há pessoas que ainda esperam o retorno dos quatro cavaleiros do apocalipse”, alfinetou o cantor em referência à formação clássica do Led Zeppelin.
“Bem, basta ter um pouquinho de bom senso para perceber que isso já passou, que os tempos são outros”, concluiu Plant em tom enfático.
O cantor inglês é tão seguro em suas convicções que sempre negou um retorno do Led, mesmo com ofertas milionárias batendo à sua porta regularmente.
E uma prova que o músico está sempre seguindo em frente é o seu novo trabalho Saving Grace, que sairá no dia 26 de setembro pelo selo novaiorquino Nonesuch Records.
Via: RockBizz
