O roadie Silvio “Bibika” Gomes é um nome bastante conhecido na indústria de entretenimento e musical do Brasil. O profissional trabalhou durante muitos anos com o Sepultura, maior banda de heavy metal Brasil, portanto, ele pôde acumular muito conhecimento de como funciona o show business ao redor do globo.
Em conversa com o pessoal do canal Heavy Metal On Line, Silvio refletiu sobre como funciona a cena nacional e foi taxativo ao afirmar que a produção de show no Brasil é uma zona e cheia de vício.
“Cada país tem a sua cultura de trabalho! Na minha visão mais ampliada de ter trabalhado nos quatro cantos do mundo, eu acho o Brasil uma zona, cheio de vício. Se dependesse de mim, eu mudaria noventa e cinco por cento do jeito que produção é feita no Brasil”.
Bibika acrescentou: “Vou te dar um exemplo! Show está marcado para nove horas da noite, aí vem alguém e fala: ‘O público não entrou, vamos passar para onze horas da noite’. Com isso, você está destruindo o artista que vai tocar.
Depois o show passa de onze para uma da madrugada. Até chegar no hotel é três da manhã. O cara tem que sair do hotel cinco e meia para estar no aeroporto oito horas e começar tudo de novo. Isso é errado! E você sente isso quando está trabalhando com uma banda gringa”.
Silvio completou dando um exemplo do que vivenciou em sua carreira: “Fiz uma turnê com o The Cranberries no Brasil e foi legal pra caramba! Eles não são britânicos, mas têm mentalidade de britânico. Se o show estava marcado para oito e meia, e o promotor vinha pedir para atrasar duas horas porque abriu a porta e não entrou ninguém, a Dolores [O’Riordan – vocal] falava que ia entrar oito e meia.
Aí, o povo entrava desesperado. Isso aconteceu em Belo Horizonte, Recife e Rio. Ela falava: ‘Qual o horário que está no ingresso? Não é oito e meia? Vou entrar no palco oito e meia. Não vou perder duas horas de sono porque não chegou no horário que foi anunciado’”.
Assista o bate-papo na íntegra no tocador logo abaixo:
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Via: Rockbizz
