O baterista Ricardo Confessori (ex-Angra, ex-Korzus) concedeu uma entrevista ao apresentador Manoel Santos, do Ibagenscast, e contou que o Shaman foi uma máquina de fazer dinheiro. A fala do músico surgiu depois que um fã o questionou sobre os rendimentos no Angra – empresa que trabalho entre os anos de 1993 a 2000 e 2009 a 2014.
“No Angra, o começo foi difícil porque a grana entrava e saía muito rápido. Não dava tempo da gente por a mão na grana, às vezes. Então, nessa época, eu sempre me virei com aula”, disse o baterista.
“No Shaman dava para viver tranquilamente da banda! No Shaman, o dinheiro não ia para os caminhos obscuros”, pontuou.
“No Shaman dava para viver que nem rico, quase. Foram cinco anos vivendo bem e tocando bastante. A gente nem parava a tour para compor disco! Ia compondo e fazendo show”, destacou o músico.
Confessori ainda falou sobre a atuação do grupo no mercado nacional: “Aqui [Brasil] era onde a grana entrava. A gente meio que ficou um pouco mercenário, vamos falar a verdade. A gente ficou meio mercenário porque a gente nunca tinha visto entrar dinheiro assim, fácil”.
Apesar da grana alta e a fama, o Shaman encerrou as atividades com a sua formação original em 2006. Entre os anos de 2007 e 2013, o grupo ainda tentou vingar na cena musical com outra formação, no entanto, não conseguiu lograr êxito e fechou as portas, novamente.
Em 2018, porém, o Shaman voltou aos palcos com a sua formação clássica para alguns shows que foram bem-sucedidos. Com o passar do tempo, as apresentações ganharam contornos especiais, pois foram os últimos espetáculos da carreira de Andre Matos, que morreu em 08 de junho de 2019, aos 47 anos.
Pouco tempo depois da morte de Andre, a banda resolveu seguir carreira com o vocalista Alírio Netto. A união com o cantor rendeu o álbum Rescue (2021) e alguns shows para sua promoção. Entretanto, em janeiro de 2023, o conjunto emitiu uma nota comunicando que estava encerrando as atividades mais uma vez.
Via: Rockbizz
