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“Rock In Rio é uma bosta; Rock In Rio é o túmulo do rock”, afirma Lobão

4 meses ago


Na segunda edição do Rock In Rio, em 1991, Lobão ia começar os trabalhos no dia dedicado ao heavy metal, que tinha uma programação bem diversificada, com Sepultura, Megadeth, Judas Priest, Queensrÿche e Guns N’ Roses.

O músico carioca, entretanto, durou pouquíssimo no palco – poucos minutos, na verdade – pois foi vaiado e xingado pelos metaleiros. Ele ainda foi vítima de várias garrafas e latas de xixi que foram atiradas em sua direção. Desde então, o músico não perde uma oportunidade para falar mal do evento.

Dias atrás, batendo um papo com o jornalista e apresentador Benjamin Back, do canal Benja Me Mucho, João Luiz Woerdenbag Filho partiu para cima do RIR e não economizou nas críticas contra os festivais.

“Eu detesto festival”, disparou Lobão. “Festival é uma bosta! Rock In Rio é uma bosta! Eu já toquei lá. E olha que toquei no Hollywood Rock e fui eleito a única banda brasileira melhor do festival. E tinha Bob Dylan e Tears For Fears, mas, em primeiro lugar, vinha Lobão. Em segundo ficou Bob Dylan e terceiro Bon Jovi.

Fui a primeira e única atração nacional que ganhou como a melhor atração de todo o festival. Um ano depois, eu toquei esse mesmo consagrado show no Rock In Rio e levei um monte de lata. Eu não consegui fazer uma única música”.

O vocalista continuou dando a sua opinião sobre o que o levou a ganhar vaias do público do Rock In Rio.

“O empresariado brasileiro desrespeita o artista brasileiro! Você vai para a Argentina, isso não vai acontecer lá, não. Mas, aqui no Brasil, o empresariado nos acha a mosca que posou no cocô do cavalo do bandido. E o pior! O artista brasileiro aceita.

Desde 1985, no primeiro Rock In Rio, eles fazem um festival, que é um espetáculo e é a coisa mais anti rock n’ roll. O Rock In Rio é o túmulo do rock! Lollapalooza e The Town são umas porcarias! É uma miscelânea”.

João Filho acrescentou: “As pessoas que estão envolvidas não entendem porra nenhuma. Todo mundo dá a bunda para fazer esses festivais. Não conheço um brasileiro que ficou com a carreira mais notória tocando nesses festivais.

Quando deixei de tocar no Lollapalooza, eu fiz uma convocação e falei que só colocavam a gente porque tem uma lei no Brasil que obriga a colocar artista brasileiro. Se os artistas brasileiros tivessem vergonha na cara, eles não iriam e pediriam para renegociar com o festival. Mas ninguém tem culhão para fazer isso”.

“Não toquei no Lollapalooza porque queria subir no palco às 18h, com a luz já funcionando, mas falaram que eu só tocaria às 14h. Não aceitei! Então, eu acabei criando o meu mundo paralelo. Só toco em teatro para um público de duas mil pessoas. Eu quero ter o contato direto com o meu público. Não estou rifando a minha carreira”, finalizou.



Via: Rockbizz

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