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“Rock morreu porque aceitou morrer; ser medíocre é uma escolha das bandas”, afirma Carlos Lopes (Dorsal Atlântica)

3 meses ago


Muitas pessoas, inclusive da cena pesada, já declarou a morte do rock n’ roll. Essas pessoas alegam que não há mais novas e grandes bandas no mercado, dessa forma, é um setor que ainda se agarra aos antigos nomes como Iron Maiden, Metallica, AC/DC e Guns N’ Roses para lotar estádios e arenas.

É verdade que os tempos do rock em figurar em reclames de cigarro, refrigerantes e em trilhas sonoras de atrações populares já passaram. Tirando os medalhões, o estilo se mantém vivo e pulsante no underground, o que não é nenhum demérito.

O líder, vocalista e guitarrista da Dorsal Atlântica, Carlos Lopes, que sempre foi um pensador e ativista em prol da arte e música, bateu um papo com o jornalista Luís Cláudio Garrido, do Jornal A TARDE, e falou sobre a crise de prestígio e popularidade do rock.

“[O rock] Morreu porque aceitou morrer. E nem digo que é um problema, mas um fato. Ser medíocre é uma escolha coletiva – das bandas, agentes, imprensa, público e selos”, disparou Carlos.

“Shows com centenas de pessoas preocupadas em se exibirem com os braços cansados de erguerem os celulares. Máquina registra o visível, não os sentimentos, não a alma”, pontuou o artista. “O rock pode sobreviver a isso?”

Lopes concordou com o jornalista, que listou os problemas como qualidade de produção e parca distribuição como pontos de fracos do estilo.

O músico ainda acrescentou em tom crítico: “Tudo o que você citou é parte do problema, mas a maioria quer fazer sucesso e fará tudo por isso: reproduzir clichês, mentir na imprensa, iludir e se corromper. Há muitos anos denunciei que as bandas pagam para abrir shows e sabe como chamam isso hoje? Profissionalismo”.



Via: RockBizz

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