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Rock tem uma áurea de macho que acaba espantando as mulheres, reflete Nasi

3 horas ago


Apesar das dificuldades e preconceitos, que não são poucos e passam pelas intolerâncias de gênero, racial, sexual, idade, aparência, socioeconômica e tantos outros, as mulheres vêm lutando e resistindo bravamente no mercado rock n’ roll e heavy metal há décadas.

Nos últimos anos, a presença feminina tem sido maior tanto no palco, como artista, nos trabalhos de bastidores do mercado fonográfico quanto no público. É excelente para que a cena como um todo evolua e não fique segmentada aos tr00zões.

Dias atrás Nasi, vocalista do Ira, trocou uma ideia com o pessoal do Gringos Podcast e refletiu sobre a presença feminina no som pesado. Apesar de reconhecer a presença da mulherada no underground, o cantor comentou que o rock tem uma áurea de macho que acaba espantando as mulheres.

“As mulheres no rock não quebraram tanto! Tem muito pouco como Rita Lee, Lucinha Turnbull, Pitty, Fernanda Takai (Pato Fu). Tem algumas no rock pesado como a Malvada e outros nomes que estou esquecendo, mas são de cenário mais underground. Mas nomes que despontaram para o sucesso e seja rock de verdade [não tem]”.

Nasi acrescentou em tom crítico: “Talvez o rock tenha uma áurea de macho! Se vende muito essa coisa, e talvez as mulheres não se identifiquem tanto com isso. Elas se identificam mais no rap, que é um estilo em que o discurso é mais de empoderamento”.

E por falar em Nasi, o Ira está com agenda cheia para celebrar os vinte anos do álbum Acústico MTV. A banda fará shows no Rio de Janeiro. Manaus, Curitiba e até nas cidades de Porto e Lisboa, em Portugal.



Via: RockBizz